O Absoluto da história…

Jônatas da Cunha Ferreira

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Momentos de transição em nossas vidas são momentos de em que fazemos balanços entre o realizado e o frustrado, em que renovamos sonhos e planos para o futuro. Estabelecemos metas, planejamos, firmamos propósitos a serem atingidos, como: ter mais tempo com a família, renovar o relacionamento diário com Deus, estudar, passear, viajar, fazer um curso, crescer profissionalmente, etc. Enfim, desejamos mudar de alguma forma nossa rotina na certeza febril de que tudo será realmente diferente. No entanto, enquanto sonhamos, desejamos e planejamos, não podemos nos esquecer do que nos diz o livro antigo da sabedoria: “O coração do homem pode fazer planos, mas a resposta certa dos lábios vem do SENHOR. (…) O coração do homem traça o seu caminho, mas o SENHOR lhe dirige os passos” (Provérbios 16.1,9).

Embora façamos muitos planos e tenhamos muitos sonhos, não é nossa a palavra final sobre o que se sucederá. Foi Deus quem determinou livre, soberana e inalteravelmente tudo quanto aconteceu, acontece e há de acontecer em nossa história. E Ele o faz de tal modo que não violenta a nossa vontade. Ele nos dá liberdade e ao mesmo tempo dirige nossos passos com providência e segundo seu eterno propósito. Nem mesmo a morte de um pardal ou a queda dos fios de cabelo escapa à sua vontade. Ao contrário de nós, Deus é o único cujos planos jamais serão frustrados. Sua vontade é poderosa e eficaz. Ela sempre realiza o que quer, imediata ou mediatamente. Nada há que se oponha ao seu conselho, nem nada que detenha a sua vontade. Ele faz tudo o que lhe agrada (Salmo 115.3).

Isso significa que Deus atua soberanamente em nossas vidas — na dor ou nos propósitos frustrados. Ao final de sua luta para compreender Deus dor Jó disse: “Bem sei que tudo podes, e nenhum dos teus planos pode ser frustrado. Quem é aquele, como disseste, que sem conhecimento encobre o conselho? Na verdade, falei do que não entendia; coisas maravilhosas demais para mim, coisas que eu não conhecia” (Jó 42.2-3).

Não raras vezes nos frustramos por esquecer que concretizar sonhos não depende exclusivamente de esforço, determinação e autodisciplina – embora sejam fatores contingentes. Imaginamos que nossa própria força fará com que tudo seja diferente. Podemos – e devemos – sonhar, planejar e estabelecer metas, buscando a sua realização com todo nosso empenho, mas sempre orando e avaliando sua adequação à vontade de Deus revelada nas Escrituras. Isso ajudará a manter viva a consciência de que Ele é o absoluto da história e que a palavra final sobre tudo o que acontece é sempre Dele. Depender de Deus e relaxar em sua vontade nos livrará do esgotamento emocional que as frustrações da autossuficiência nos impõe.

Jônatas da Cunha Ferreira • iptubarao.wordpress.com
CC BY-NC-ND 3.0 • This work is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial-Vedada a criação de obras derivadas 3.0 Brasil License
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