Tão perto de Jesus, mas…

Jônatas da Cunha Ferreira

140727_boletim 590

Oportunidade é algo que não se pode deixar passar. A história de Judas Iscariotes é um relato sobre a melhor oportunidade que alguém pode ter, mas que ele jogou fora. Ela nos mostra, tão claramente, que é possível estar muito perto de Jesus, e ao mesmo tempo ficar muito longe do céu. Judas teve “A Oportunidade”, mas desperdiçou. Ele estava entre os doze homens que Jesus chamou para andar sempre com ele. Foi chamado para o apostolado (Lc 6.12-16). Que privilégio!

E Judas tinha grandes qualidades. Seu nome significava “louvor”. Possuía boa capacidade administrativa e tornou-se tesoureiro dos doze. Tinha a confiança e o prestígio de todos. Fez parte do círculo íntimo de Jesus. Andou e aprendeu com Ele por mais de três anos. Ouviu Jesus pregar e teve a chance de ouvir sobre o Reino de Deus da boca do próprio Rei. Ele viu Jesus transformar água em vinho (Jo 2.1-12); viu quando a tempestade acalmou-se ao som de Sua voz (Mt 8.23-27; Mc 4.35-41); testemunhou quando Jesus alimentou cinco mil homens com apenas cinco pães e dois peixes (Mt 14.13-21; Lc 9.10-17) e de tantos outros milagres. Ele teve seus pés lavados por Jesus e recebeu seu amor da mesma forma e na mesma medida dos demais (Mt 26.22; Jo 13.1-35). Quando foi anunciado que dentre os doze havia um traidor, todos ficaram perplexos e ninguém ousou desconfiar dele. Jesus o havia tratado como aos outros. Não restam dúvidas que Judas teve a oportunidade ímpar de ver, ouvir e presenciar coisas que somente outras onze pessoas tiveram privilégio.

No entanto, ele desprezou o significado do próprio nome. O “louvor” cessou e seu nome passou a ser sinônimo de traição. Mesmo tendo visto tantos milagres, foi hipócrita. Manteve a aparência, mas não se comprometeu com o Mestre. Recebeu o amor de Jesus, permaneceu tão perto Dele, mas nunca abraçou a fé sinceramente. Ninguém jamais esteve tão perto de Jesus, e tão longe do céu. Sua história nos mostra como é possível estar perto do Salvador e, mesmo assim, estar completamente perdido. Judas trocou Jesus pelo dinheiro; trocou o céu pelo mundo.

Ser um cristão não é estar na igreja, mas entender a necessidade do Salvador por causa da gravidade dos pecados e da severidade do juízo de Deus. Não é ter simpatia por Jesus ou por seus ensinos éticos, mas é render-se completamente a seu amor e perdão demonstrado na cruz em um compromisso pessoal com Ele por meio da fé. Muitos, talvez estejam dentro da igreja, sejam batizados e participem de todos os cultos. Entretanto, se você ainda não percebeu nos seus pecados a sua necessidade do Salvador, nem tem com Ele um compromisso pessoal e profundo, então você pode estar muito perto de Jesus e, mesmo assim, estar ainda muito longe do céu.

Jônatas da Cunha Ferreira • iptubarao.wordpress.com
F BY-NC-ND 3.0 • This work is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial-Vedada a criação de obras derivadas 3.0 Brasil License
Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s