Qual é a nossa história?

Jônatas da Cunha Ferreira

140706_boletim590

A copa está no seu auge! Os jogos da semifinal e da final estão chegando em menos de uma semana. Os atletas jogam, suam, correm, vibram, e desabam em lágrimas a cada gol e vitória nesta fase eliminatória. Jogar na seleção é um prêmio; é a coroação e a vitrine de suas curtas carreiras profissionais. Ficam emocionados em poder entrar numa arena esportiva e correr atrás de uma taça, de uma glória temporária — além de mais alguns milhões em suas contas bancárias. Os atletas querem construir sua memória. Deixar marcas de suas realizações pelas grandes conquistas que tiveram no esporte na história de uma sociedade que idolatra o futebol.

Tudo isso me faz pensar: Nessa corrida por glória, fama e dinheiro não estão fazendo o mesmo que fizeram os homens de Babel que quiseram construir a torre mais alta em sua geração para tornar seus nomes célebres na terra? Me parece que o legado e a história que ambos querem construir é o mesmo. Mas, será que é esse o melhor legado a se buscar? Creio que não! Deus frustrou o plano dos homens de Babel, dispersando-os por sobre a terra (Gn 11). Então, a pergunta é: que tipo de história devemos construir em nossa curta vida sobre a terra? Que legado devemos deixar para nossos filhos? A vida de um dos patriarcas de Israel nos dá uma boa sugestão.

O livro de Gênesis resume a história e o legado de Noé desta maneira: “Eis a história de Noé: Noé era homem justo e íntegro entre os seus contemporâneos; Noé andava com Deus” (Gn 6.9). Ele não ficou conhecido apenas por ser o homem que construiu um grande navio ou por anunciar o juízo de Deus em sua geração por meio do dilúvio. Noé, num tempo em que a terra estava cheia de violência (Gn 6.5), escreveu uma história de justiça e integridade. Foi absolutamente diferente daqueles com quem conviveu e daqueles homens de Babel mais tarde (Gn 11).

Noé andava com Deus. Foi assim que decidiu construir sua própria história: com obediência e testemunho da justiça de Deus no meio da sua geração. Isso nos desafia a pensar nas escolhas temos que feito porque elas marcarão eternamente nossa vida. Como estamos construindo a nossa história? Não fomos chamados para deixar nossos nomes marcados na galeria dos famosos, mas para deixar um legado aos nossos descendentes de justiça e misericórdia, santidade e integridade, amor, gratidão e testemunho daquele que deve receber toda glória. Fomos chamados para ser seguidores, imitadores de Cristo, luzeiros no meio de uma geração pervertida e corrupta (Fp 2.15).

Construir uma história que traz verdadeiro proveito é andar com Cristo. O que outros fizeram antes ou farão depois, não importa! O que importa é o que fazer para construir uma história de quem caminha com Deus.

Jônatas da Cunha Ferreira • iptubarao.wordpress.com
CC BY-NC-ND 3.0 • This work is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial-Vedada a criação de obras derivadas 3.0 Brasil License
Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s