Amor pelos filhos de Deus

Jônatas da Cunha Ferreira

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Na última reflexão, vimos que a distinção da identidade de um verdadeiro discípulo de Jesus está ligada às marcas internas de transformação da vida — uma consequência para quem está conectado a Cristo. Jesus fala sobre duas delas. A primeira é o amor pela glória de Deus. Mas, há mais uma.

Na noite que antecedia sua morte, Ele reuniu os discípulos, celebrou a ceia, lavou seus pés e lhes deu a última comissão antes da cruz: Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros. Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros. (Jo 13.34-35).

O amor é a segunda marca distintiva dos verdadeiros discípulos de Jesus. Conectados a Cristo por meio da fé, embora não possamos desfrutar de sua presença visível, ainda experimentamos uma completa e rica experiência de amor que vem Dele. Conectados a Cristo por meio da fé, temos uma nova capacidade de amar “porque o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado” (Rm 5.5). E isso elimina a necessidade de viver por um conjunto de regras para viver apenas sob a lei do amor. Não precisamos de placas dizendo: “não maltrate sua mulher” ou “não espanque seus filhos” ou “não roube, não mate nem dê falso testemunho”. O genuíno amor torna isso desnecessário.

Se nós, como igreja, vivêssemos nessa forma de amor, certamente impressionaríamos o mundo completamente. Infelizmente nem sempre é assim. As pessoas olham de fora para dentro e não veem muito amor e não sabem o que há de verdadeiro no cristianismo. Poucos dos que se dizem cristãos são discípulos conectados a Cristo.

No início de João 13, lavando os pés dos discípulos, Jesus ensinou que a chave para o amor é a humildade. Se não amamos é porque somos orgulhosos. O coração endurecido pelo orgulho não tem capacidade para o amor. Ao contrário, viver o amor requer humildade de servir ao outro e perseguir este serviço acima de tudo. Requer reconhecer erros e assumi-los publicamente, pedindo perdão e consertando o que foi errado. Requer despir-se da amargura e das mágoas para estar pronto a perdoar, quer tenhamos recebido ou não o pedido de perdão. Requer aceitar o que quer que venha acontecer em seu caminho e louvar a Deus, deixando que seu amor reflita através de você.

Há em seu coração uma disposição real para amar; para humilhar-se como servo; para reconhecer erros, pedir perdão e perdoar? O verdadeiro amor é caro e aquele que verdadeiramente ama terá que se sacrificar.

Jônatas da Cunha Ferreira • iptubarao.wordpress.com
CC BY-NC-ND 3.0 • This work is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial-Vedada a criação de obras derivadas 3.0 Brasil License
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