Simonton: 154 anos da IPB

Mário de Jesus Arruda (Adaptado)

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Simonton nasceu em West Hanover, estado da Pensilvânia, EUA. Aos 22 anos, sentiu a necessidade de buscar seriamente a Deus pela oração e pela Bíblia. Fez sua profissão de fé e seguiu para o seminário. Durante o curso, a ideia de ser missionário não o deixava em paz, até que se ofereceu para trabalho no Brasil.

Aos doze dias de agosto de 1859, Simonton chegou ao Rio de Janeiro. Diz o seu diário: É difícil descrever as emoções com que saudei esses píncaros elevados. O sentimento predominante é de alegria, pela conclusão feliz da longa jornada, aliado ao temor da grande responsabilidade e dos problemas dos trabalho que me espera.

Em seu primeiro ano no Brasil, iniciou uma Escola Dominical com os filhos de amigos e vizinhos: Este é o primeiro ano completo que passo no Brasil. Essa escola, algumas Bíblias e folhetos postos em circulação, constituem o conjunto do meu trabalho entre os brasileiros. Sinto a minha falta de fé e oro por sucesso. Almejo por pregar Cristo mais experimentalmente por ser capaz de falar daquilo que conheço, porque Cristo o revelou a mim. Não tardou a fundação da primeira Igreja Presbiteriana no Rio de Janeiro.

Nesse ano Simonton fez uma viagem aos EUA para ver sua mãe enferma e prestar relatórios às igrejas. Também conheceu Helen Murdoch, com quem se casou em 1863. Foi um ano de alegrias inéditas até o nascimento de sua primeira filhinha. Nove dias depois, diz o diário: Que Deus tenha misericórdia de mim, pois águas profundas rolam agora sobre minha alma. Helen jaz num caixão, na sala. Deus a tirou tão rapidamente que tudo ainda parece sonho.

Simonton, agora mais que nunca, vivia pela pregação de Cristo. Nesta época o ex-padre José Manoel da Conceição professou a sua fé e foi batizado. Em 1865 viu a organização do primeiro presbitério a ordenação de Conceição como o primeiro pastor brasileiro.

No final de 1866, escreveu: No retrospecto de minha própria vida durante o ano que agora se finda, sinto-me culpado. Aponto algumas obras realizadas da melhor maneira possível, mas em medida tenho eu progredido na direção do céu? Aí é que me sinto em falta. Não consigo ir além da prece do publicano ‘Tem misericórdia de mim, pecador’. Como suspiro por um coração inteiramente dominado por Cristo! Sem saber, chegara ao último ano de ministério. Nestes oito anos recebeu 80 pessoas na igreja, fruto de uma vida consagrada a Deus.

E em dezembro de 1867, aos 34 anos, Simonton morreu em São Paulo, vítima de febre amarela. Dois dias antes de sua morte, sua irmã perguntou se tinha alguma palavra à sua igreja no Rio. Simonton disse: Deus levantará alguém para tomar o meu lugar. Ele usará os seus instrumentos para o seu trabalho. E assim o tem feito até hoje, 154 anos depois. Soli Deo Gloria.

Mário de Jesus Arruda (Adaptado)
CC BY-NC-ND 3.0 • This work is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial-Vedada a criação de obras derivadas 3.0 Brasil License
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