Esposas submissas?

Jônatas da Cunha Ferreira

130804_boletim322 590

Há uma confusão sobre o papel do homem e da mulher na família. Ninguém sabe quem faz o quê. O que é ser homem ou mulher de verdade? Muitos homens não sabem o que é ser homem, marido e pai. Muitas mulheres não sabem ser femininas, esposas e mães. Deus criou homem e mulher iguais em essência e dignidade. E na família distribuiu deveres e privilégios distintos (Ef 5.21-24).

Paulo disse: As mulheres sejam submissas ao seu próprio marido, como ao Senhor (v.22). Antes de torcer o nariz para esse texto, perceba o que é submissão no conceito bíblico. Paulo diz que encher-se do Espírito é falar com salmos, dar graças por tudo a Deus, e sujeitar-nos uns aos outros no temor de Cristo (vv.19-21). Deste ponto, ele explica a sujeição mútua no contexto familiar com uma analogia: A esposa deve submeter-se a seu marido da mesma maneira que todos devemos nos submeter a Cristo (v.22). Dessa analogia se percebe que submissão é o respeito à liderança e autoridade que o marido deve exercer na família. O resumo está no verso 33: Não obstante, vós, cada um de per si também ame a própria esposa como a si mesmo, e a esposa respeite ao marido (v.33). O marido ama a esposa e a esposa respeita o marido. Paulo não fala de inferioridade de quem se submete tão pouco de superioridade de quem exerce autoridade.

Foi dada ao marido a responsabilidade de guiar a família com o sacrifício da própria vida (vv.25-28). Ele é o líder e a autoridade no lar que não é exercida pela força ou pela imposição, mas pelo modelo de autoridade de Cristo: não como quem quer ser servido, mas como quem serve e entrega a sua vida (Mc 10.45). O papel da mulher é apoiar, ajudar e sustentar o marido no desempenho dessa missão. Essa submissão é voluntária e consciente: é a mulher que se submete e não o homem que a subjuga. Assim, na essência, ambos têm a mesma atitude: o marido deve sacrificar-se em amor pela esposa como quem serve, e a esposa deve sacrificar-se em amor pelo marido, ajudando-o e respeitando-o em tudo.

E essa relação de autoridade e submissão é instruída pelo exemplo da Trindade. Deus Pai é igual a Deus Filho em essência, glória, honra e poder. Entretanto, o Filho voluntariamente se submete ao Pai para nossa redenção: Quero, entretanto, que saibais ser Cristo o cabeça de todo homem, e o homem, o cabeça da mulher, e Deus, o cabeça de Cristo. (1Co 11.3). Assim, não há nada de errado com a submissão. É o pecado que cria os conflitos e distorce a submissão em opressão.

A submissão da esposa, como a Escritura expõe, não é coisa de um passado machista e patriarcal. Enquanto a Trindade for o que é, o princípio de submissão permanece válido. É uma questão de obediência; de escolher andar pela vontade de Deus.

 

Jônatas da Cunha Ferreira • iptubarao.wordpress.com
CC BY-NC-ND 3.0 • This work is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial-Vedada a criação de obras derivadas 3.0 Brasil License
Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s