A terra está cheia de violência

Jônatas da Cunha Ferreira

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A terra está cheia de violência! Pode-se ler esta notícia diariamente em todos os jornais de todo o mundo. Os números são assustadores. É fato. Salta aos olhos. O problema é moderno e antigo: a terra está cheia de crimes de sangue, e a cidade, cheia de violência (Ez 7.23).

Quando olhamos para a Escritura, vemos que a raiz do problema é o que está no coração humano. E é para onde Deus aponta: Viu o SENHOR que a maldade do homem se havia multiplicado na terra e que era continuamente mau todo desígnio do seu coração… (Gn 6.5). A violência se multiplica por ser mau todo o desígnio do coração humano. Ela é a intensificação do pecado humano em sua dimensão horizontal. É de fato filha da ganância. Por isso, Tiago questiona: De onde vêm as lutas e as brigas entre vocês? Elas vêm dos maus desejos que estão sempre lutando dentro de vocês. (Tg 4.1)

Mas então não podemos ter esperança? Só nos resta o medo da violência? Não! Não precisamos nos desesperar. O medo existe em meio à violência, mas Deus ampara e cuida dos seus. Por isso, esta esperança só pode ser construída quando se busca refúgio em Deus.

Os relatos de Gênesis 4–11 mostram o fracasso moral da humanidade e as consequências do homem ter se desconectado de Deus. A terra estava cheia de violência. No entanto, Deus não está alheio: A terra estava corrompida à vista de Deus e cheia de violência. (Gn 6.11). A multiplicação da maldade não é resultado de um abandono de Deus. No entanto, este é o sentimento que nasce quando vemos ou somos vítimas de violência: onde Deus estava? Não é fácil entender o silêncio de Deus. Porém, não podemos presumir que este silêncio seja de apatia. Deus não é mero espectador da história. Tudo está sob seu olhar e debaixo de sua poderosa mão: Não fará Deus justiça aos seus escolhidos, que a ele clamam dia e noite, embora pareça demorado em defendê-los? Digo-vos que, depressa, lhes fará justiça… (Lc 18.7).

Além disso, Deus intervém na história da humanidade: Então, disse Deus a Noé: Resolvi dar cabo de toda carne, porque a terra está cheia da violência dos homens; eis que os farei perecer juntamente com a terra (v.13). Ele anunciou a Noé o dilúvio como um freio para a violência que se multiplicava. Todavia, foi um juízo apenas parcial. Deus não deu cabo da raça humana rebelde. O Senhor preservou a família de Noé, que achou graça diante Dele. Entretanto, a história do dilúvio é mencionada por Jesus como lembrete da vigilância pela vinda do Filho do Homem (Mt 24.38,39). Haverá um juízo definitivo quando Jesus voltar. Ao final, Deus dará cabo de do mal e do maligno. Naquele dia: Nunca mais se ouvirá de violência na tua terra, de desolação ou ruína nos seus termos; mas aos teus muros chamarás Salvação e às tuas portas Louvor (Is 59.18).

Jônatas da Cunha Ferreira • iptubarao.wordpress.com
CC BY-NC-ND 3.0 • This work is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial-Vedada a criação de obras derivadas 3.0 Brasil License
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