Boas Novas do Natal

Jônatas da Cunha Ferreira

A série de livros de C. S. Lewis, importante escritor cristão, chamado “As Crônicas de Nárnia”, ilustra com figuras do universo da imaginação infantil a história da humanidade, do pecado à redenção. No Livro “O Leão a Feiticeira e o Guarda-Roupas”, Lewis descreve a terra de Nárnia que estava sob o domínio de uma feiticeira e que, por isso, era sempre inverno e o natal nunca chegava. Entretanto, com a chegada do verdadeiro Rei, o Leão que dá a vida pelos humanos, o feitiço é quebrado, toda neve começa a derreter, o inverno finalmente acaba, vem a primavera e o natal é celebrado. E se proclama em Nárnia: “Feliz Natal, Viva o verdadeiro Rei!”.

Isso é apenas uma fábula infantil. Todavia, ilustra uma realidade: o natal das boas novas da salvação anunciadas pelos anjos dos céus aos pastores de Belém na noite do nascimento do Senhor Jesus. Quando o Verbo, o próprio Deus Filho, se fez carne e habitou entre nós, os anjos anunciaram: “Não temais; eis aqui vos trago boa-nova de grande alegria, que o será para todo o povo: é que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor. (…) Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens, a quem ele quer bem” (Lc 2.8-14).

Estes anjos apareceram aos pastores, homens desprezados por sua atividade profissional e que  eram olhados com suspeita, anunciando o nascimento de um menino pobre, numa pobre cidade da Judéia, sem glória nem honras humanas. Mas que boas novas são essas? Que tão boa notícia é esse nascimento?

Primeiro, é uma grande notícia para a alegria de todo o povo (Lc 2.10). A grande promessa de Deus, anunciada pela boca dos profetas, foi cumprida. Nasceu o messias, o redentor da humanidade, aquele que esmagaria a cabeça da serpente (Gn 3.15) e que daria descanso ao seu povo. Nasceu o Salvador. O Grande e Verdadeiro Rei do universo veio à terra (Is 9). Deus veio habitar conosco. Ao celebrar o natal precisamos exaltar: “Viva o Verdadeiro Rei Jesus!”.

É, também, uma grande notícia de esperança que vai além até mesmo do dia de prova que vem para todos os homens: o dia de nossa morte. É notícia de uma nova esperança. Nasceu o Salvador Divino que liberta o homem das trevas e da obscuridade (Is 9.2). Mas que trevas? Que obscuridade? Uma da qual todos os homens, indistintamente, ricos ou pobres, cultos ou iletrados, religiosos ou não, fazem parte: A obscuridade do pecado que embota mentes e corações e condena à morte eterna (Rm 3.23). Mas os que andavam em trevas viram grande luz: o nascimento do Salvador.

Por fim, os anjos cantaram que aquele nascimento em Belém é uma grande notícia de paz: “Glória a Deus nas alturas, e paz na terra entre os homens a quem ele quer bem”. Nasceu o Salvador que nos reconcilia com Deus e com todos aqueles que também são reconciliados com Deus – o seu povo. Nasceu o Salvador que justifica todo homem que nele crer, trazendo-lhe paz e livrando do fogo consumidor da ira santa e justa de Deus, como diz Paulo: “justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo” (Rm 5.1). Não uma paz momentânea. Nem uma paz política ou econômica. Mas, a paz que excede a todo entendimento.

o menino deitado numa manjedoura veio nos dar alegria, esperança e paz inigualável e permanente…

Assim, o menino deitado numa manjedoura veio para nos dar alegria indizível, esperança inigualável e paz permanente – salvação do pecado e da morte e a vida eterna. Por isso, Ele é a direção para o caminho – o único caminho para Deus. Seu nome? Jesus, o Salvador, que é Cristo, o Senhor. Glória, pois, a Deus nas maiores alturas! Amém.

Autor: Jônatas da Cunha Ferreira
Site: iptubarao.wordpress.com
Permissões: CC BY-NC-ND 3.0 • Você tem a liberdade de compartilhar (copiar, distribuir e transmitir a obra), desde que adicione as informações de autoria, não altere o conteúdo original e não utilize para fins comerciais.
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