Mas…

Ultimato

A palavra “mas”, ou seus sinônimos (porém, contudo, todavia), é uma conjunção adversativa que liga dois termos ou duas orações estabelecendo uma ideia de contraste ou de oposição. Ela é muito usada pelos historiadores que contam um fato, logo a seguir contrabalançado por outro. De modo edificante e convincente, o médico e historiador Lucas, autor do Evangelho que leva o seu nome e do primeiro compêndio da história da igreja cristã, usa e abusa dessa conjunção, como vemos nos exemplos a seguir, retirados de Atos dos Apóstolos:

Vocês mataram o Senhor, “mas” Deus o ressuscitou, livrando-o do poder da morte (2.23-24).

Vocês prenderam os apóstolos e puseram guardas vigiando os portões, “mas” naquela mesma noite Deus abriu os portões e levou os apóstolos para o lado de fora da cadeia (5.17-26).

Vocês crucificaram Jesus, “mas” o Deus dos nossos antepassados o ressuscitou e o colocou à sua direita como Senhor e Salvador (5.30-31).

Vocês ficaram com tanta raiva dos apóstolos que resolveram matá-los, “mas” Deus levantou Galileu, um dos membros do Sinédrio e um mestre de grande respeito, que fez vocês mudarem de ideia (5.33-42).

No passado, os irmãos de José o venderam para ser escravo no Egito, “mas” Deus estava com ele: livrou-o de todas as aflições e ainda usou esse acontecimento a bem do povo de Israel (7.9-16).

Um de vocês, um moço chamado Saulo, muniu-se de documentos oficiais e rumou para Damasco com autoridade para localizar e algemar homens e mulheres seguidores de Jesus e levá-los para as cadeias de Jerusalém; “mas”, próximo do trevo de Damasco, Jesus apareceu a ele e mudou repentinamente o rumo de sua vida (9.1-19).

Vocês resolveram matar Saulo porque ele provava poderosamente que Jesus era o Messias. Assim, vocês colocaram vigias em todos os portões da cidade para ele não fugir com vida de Damasco, “mas” Deus frustrou os planos de vocês e Saulo escapou por uma abertura que havia na muralha (9.19-26).

Por sua herança judaica, Pedro não podia fazer amizade com não-judeus e muito menos hospedar-se com eles, “mas” Deus lhe mostrou repetidamente que ele não deveria chamar de impuro aquilo e aqueles que ele havia purificado (10.1-48).

Vocês mataram Jesus, pregando-o numa cruz, “mas” Deus o ressuscitou no terceiro dia e fez com que ele aparecesse a nós. E comemos e bebemos com ele (10.39-41).

Vocês tiraram Jesus da cruz, o puseram num túmulo e ainda conseguiram que Pilatos mandasse uma guarda para impedir que alguns de nós violássemos a sepultura e roubássemos o corpo dele para simular uma ressurreição, “mas” Deus o ressuscitou e, durante muitos dias, Jesus apareceu a nós sem deixar dúvida de que estava vivo (13.27-31).

Vocês sabem que Davi morreu, foi sepultado e apodreceu na sepultura, “mas” isso não aconteceu com aquele que Deus ressuscitou, nosso Senhor Jesus Cristo (13.33-37).

Todas as passagens anteriores mostram sobejamente a soberania de Deus sobre tudo e sobre todos na história. Não só no passado, mas também no presente e no futuro. Não só com os primeiros seguidores de Jesus, mas também com os seguidores de hoje!

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