Dia da Bíblia: Um compromisso com a Escritura

Jônatas da Cunha Ferreira

Foi Martinho Lutero, quem testemunhou: “Quando eu estava com 20 anos de idade, eu ainda não havia visto uma Bíblia. Eu achava que não existiam evangelhos ou epístolas exceto as que estavam escritas nas liturgias dominicais. Finalmente, encontrei uma Bíblia na biblioteca e levei-a comigo para o mosteiro. Eu comecei a ler, reler e ler tudo novamente”. Ao contrário daqueles dias, os nossos são marcados por acesso livre, facilidade em adquirir e liberdade em meditar na Escritura. No entanto, ao mesmo tempo, vemos um sem número de cristãos com um medíocre compromisso com Ela. Tem-se em abundância, mas é pouquíssimo lida. Ouve-se muito, mas pouco se obedece.

Para o apóstolo Paulo, uma marca essencial de uma igreja saudável é seu compromisso com as Escrituras. Ao escrever segunda carta a Timóteo, dando instruções e encorajamento para enfrentar um contexto de falsas doutrinas, fábulas e mitos, Paulo o exorta a manter firme o compromisso com a Escritura: “Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste e de que foste inteirado, sabendo de quem o aprendeste e que, desde a infância, sabes as sagradas letras, que podem tornar-te sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus”. (3.14-15)

Paulo sabia que a saúde da fé, do ministério, da família e dos relacionamentos de Timóteo dependia deste firme compromisso com o Evangelho. Da mesma forma, o cristão desfrutará de um relacionamento profundo com Deus e encontrará o caminho rumo à maturidade apenas se estiver comprometido com as Sagradas Letras que o tornam sábio para salvação em Cristo. Para Paulo, manter e renovar diariamente este compromisso depende de crer na inspiração das Escrituras. Ele diz: “Toda Escritura é inspirada por Deus…” (3.16).

Ela vem de Deus! É o Supremo quem fala e nela se revela! Não é a palavra de qualquer um. O Todo-Poderoso que regulou o peso dos ventos e fixou as medidas das águas; que determinou leis para as chuvas e caminho para o relâmpago dos trovões; que é a explosão de alegria, e energia, e poder, e sabedoria, e força, e amor, e graça, e justiça e verdade. Ele fala na Escritura!

E fala Palavras vivas e eficazes, mais cortantes que qualquer espada de dois gumes, e nos convida a desfrutar a novidade, a surpresa, o sabor de sua Graça nela revelada. Não apenas “lamber” a cada domingo. Mas deseja-la como a ouro puro e refinado e degustar sua doçura lentamente todos os dias, sem a pressa característica da nossa cultura, saindo do meio do barulho para ouvi-lo sem ruídos.

Convida-nos, também, a obedecê-la porque é sua Palavra e, por isso, é “útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça” (3.16). Por ela Deus fala e exerce sua autoridade sobre nós. Ele nos insta a labutar incessantemente para submeter nossos corações ainda rebeldes a sua boa, perfeita e agradável vontade.

Por fim, convida-nos a perceber que ela é suficiente “para que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra” (3.17); que ela não só é a voz e autoridade de Deus sobre nós, mas a única autoridade que precisamos para termos vida, piedade e maturidade em todas as coisas. Chama-nos a moldar nossas mentes incessantemente por sua Palavra e deixá-la desafiar o coração e moldar nossa forma de pensar a vida!

Talvez por isso Lutero também tenha dito: “Fiz uma aliança com Deus: que Ele não me mande visões, nem sonhos, nem mesmo anjos. Estou satisfeito com o dom das Escrituras Sagradas, que me dão instrução abundante e tudo o que preciso conhecer tanto para esta vida quanto para o que há de vir”.

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