A Cruz: A maior expressão de Amor

Jônatas da Cunha Ferreira

Somos, por natureza, pecadores e estamos absolutamente sujeitos ao julgamento e juízo de Deus. Nada podemos fazer a esse respeito. No entanto, numa demonstração de amor sem precedentes, Deus toma a iniciativa de mudar nossa história, apesar de toda nossa rebeldia contra Ele. Um bebê nasce em Belém da Judéia. Um menino destinado a virar o mundo de cabeça para baixo. Ali, a eternidade entra no tempo. O céu desce à terra. Deus se esvazia de sua glória e se faz homem. Um homem obstinadamente decidido a morrer para livrar o homem da morte. Morte eterna; morte física, espiritual e moral.

A maior declaração de amor da história não saiu da pena de um poeta, nem foi envolvida com notas de suave melodia. A maior declaração de amor da história foi pavimentada com sofrimento e abandono; foi provada com dor e sacrifício; foi selada com sangue na cruz: “Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores” (Romanos 5.8). Ele nos ama, mas não escreveu isso em letras de fogo nas nuvens. Ele revelou esse amor na cruz do seu Filho. Ela é a mais eloquente expressão de seu amor por nós. Ele mesmo disse: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3.16). Isaías descreve essa expressão de amor ao profetizar a respeito do sofrimento do Cristo (Isaías 53.1-12).

Sua morte não foi determinada por fatores circunstanciais. Ele não foi morto porque Judas o traiu, porque os sacerdotes o prenderam, porque Pilatos o entregou ou porque os soldados o pregaram na cruz. Judas o traiu, por ganância; Pilatos o sentenciou por covardia e os soldados o pregaram na cruz por crueldade. O Filho foi à cruz porque o Pai o entregou por amor de nós. “O Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de todos nós” (Is 53.6b). Ele não foi obrigado. Antes, em amor se entregou voluntariamente: “Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si” (53.4).

Seu amor é constrangedor. Nos deu tudo, sem nos pedir nada. Amor sacrificial. “Ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados” (53.5). Foi moído por nossas transgressões e morreu pelos nossos pecados; na cruz, recebeu o cálice da ira de Deus e a espada da lei caiu sobre ele. Foi humilhado. Seu corpo, rasgado. Seu rosto, desfigurado. Seu corpo, ferido. Seus punhos, traspassados.

Os açoites eram nossos. A Cruz era nossa. A vergonha e dor, nos pertencia. Mas, em silêncio, Ele tomou o nosso lugar “e como ovelha muda perante os seus tosquiadores, ele não abriu a boca” (53.7). Tudo por causa de seu grande amor por nós.

Este amor, provado com sacrifício e dor, não é vão. Seu sangue nos comprou a liberdade. Fez-nos livres do pecado para viver para Deus; livres das trevas, do poder de Satanás, da condenação eterna. Isaías diz ainda: “Ele verá o fruto do penoso trabalho de sua alma e ficará satisfeito; o meu Servo, o Justo, com o seu conhecimento, justificará a muitos, porque as iniqüidades deles levará sobre si. Por isso, eu lhe darei muitos como a sua parte…” (53.11-12). Somos o alvo e a recompensa de seu grande amor expresso na cruz. Não somos mais escravos. Somos filhos! E como filhos, somos, juntamente com Cristo, herdeiros da glória de Deus. Ele suportou tudo e nos libertou para seu louvor. Nosso arrependimento é sua conquista. Nosso retorno a Ele em gratidão e submissão é sua glória. Nós somos sua recompensa.

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