O resultado final

Ultimato

O resultado parcial de alguma doença não é a última palavra. Muitas coisas podem ainda acontecer, para aliviar ou agravar o problema. Coisas previsíveis ou não. Nem sempre é fácil esperar o resultado final de uma situação difícil. Não adianta esperar o melhor ou o pior. Sempre há surpresas a caminho, boas ou más.

Ao receber o recado de Maria e Marta de que seu amigo Lázaro estava doente, Jesus simplesmente disse: “O ‘resultado final’ dessa doença não será a morte de Lázaro. Isso está acontecendo para que Deus revele o seu poder glorioso; e assim, por causa dessa doença, a natureza divina do Filho de Deus será revelada” (Jo 11.4, NTLH).

Jesus estava muito longe de Betânia, onde Lázaro ficava cada vez pior. Porém, ele não teve pressa. Ao chegar à pequena vila três quilômetros apenas a de Jerusalém, o amigo já havia morrido e sido sepultado e já cheirava mal. De acordo com o pronunciamento de Jesus, o resultado final da doença de Lázaro não poderia ser o túmulo nem a decomposição do corpo. Qual seria? Valeria a pena esperar mais um pouco?

O resultado final não era aquela tragédia. O fôlego de vida voltaria ao defunto e a decomposição do corpo seria revertida. No entanto, isso não era tudo nem o principal. Jesus havia deixado claro que aquele processo de doença e morte desembocaria na glória de Deus e também na revelação inequívoca da natureza divina dele mesmo.

A história da formidável ressurreição de Lázaro precisa ser lida dentro do contexto. No capítulo anterior, os opositores de Jesus tiveram o atrevimento de lhe dizer: “Você, que é apenas “um ser humano”, está se fazendo de Deus (Jo 10.33, NTLH). Eles ainda não acreditavam nas duas naturezas de Cristo — a humana e a divina. Jesus se proclamava tanto Filho do Homem como Filho de Deus. Ele era e é completamente homem e completamente Deus. Ser cristão é abraçar ambas as verdades — a divindade e a humanidade de Jesus. Ao chorar com Maria e Marta, o Senhor mostrou que o Verbo tinha se feito carne. Ao parar diante do túmulo de seu amigo e ao gritar para o morto: “Lázaro, venha para fora!”, o Senhor mostrou que ele e o Pai são uma só pessoa (Jo 14.9). O que aconteceu em Betânia foi uma impossível marcha à ré: a morte somatopsíquica, o sepultamento e o processo da decomposição voltaram atrás. E a natureza divina de Jesus veio à tona com tanta força que os opositores de sempre tomaram a decisão de acabar com a vida de Jesus e também com a de Lázaro, testemunha viva do poder de Deus e da divindade de Jesus (Jo 11.53; 12.10).

Em caso de doença e em qualquer outro quadro de confusão, provação, tentação e medo, devemos aguardar não o resultado em processo, mas o “resultado final”. Nesta vida ou na vida futura, lembrando sempre que “tudo concorre para o bem dos que amam a Deus” (Rm 8.28)!

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