Pais, não irritem seus filhos

Dave Bruskas | Traduzido por Filipe Schulz – iPródigo.com

Existem dois textos no Novo Testamento que falam diretamente aos pais: Efésios 6.4 e Colossenses 3.21. Curiosamente, eles começam da mesma forma: “Pais, não irritem seus filhos”

Esse par de versos destaca a ameaça mais sérias que um pai cristão pode oferecer às suas crianças: provocá-los ou irritá-los ao ponto de desencorajá-las. Como pai, tenho descoberto dois caminhos que sou inclinado a andar quando irrito minhas quatro meninas: perfeccionismo e passividade.

Perfeccionismo

Eu desejo desesperadamente que as minhas garotas se tornem mulheres cristãs maduras. Quero que elas sejam mulheres que pensem, sintam, ajam e falem como Jesus.

Assim, eu irrito minhas filhas ao ponto de desencorajá-las quando espero que elas sejam perfeitas agora, com suas próprias forças, tentando sempre ir além do que podem.

Certa vez, em um jantar em família com um convidado, uma das minhas filhas reclamou do sabor da comida de uma forma extremamente desagradável. Eu nunca tinha ouvido ela usar aquela palavra que ela falou. Fiquei perplexo, minha esposa ficou constrangida, e o convidado apenas deu um sorriso amarelo. Ela então se desculpou de forma sincera e pediu perdão. Mas eu resisti. Queria que ela fosse castigada. Mas ela me lembrou, respeitosamente, que Jesus era mais que seu perdoador; ele era o próprio perdão. Eu estava tentado com muita força desencorajá-la, mas ela se recusou a se irritar.

A perfeição, no sentido de ser completamente como Jesus, é o objetivo final. Mas a perfeição nunca vem pelas nossas forças, nem é alcançada completamente nessa vida (1 João 1.8).

Passividade

O extremo oposto do perfeccionismo é a passividade. A passividade é a atitude fatalista: “Como é Jesus quem vai mudar o coração da minha filha, não há nada que eu possa fazer além de orar, assistir e esperar que o melhor aconteça”. Esse erro ignora completamente o mandamento aos pais em relação aos seus filhos em Efésios 6.4: “criem-nos segundo a instrução e o conselho do Senhor”. Esse é o outro lado da moeda da passividade: há muito o que fazer!

Tradicionalmente, eu levo cada uma das minhas filhas a um retiro espiritual de pai e filha no verão, quando elas estão mais ou menos entre a 5ª e a 6ª série. A mais nova já está começando a 7ª série, mas ainda não viajamos. Toquei nesse assunto outro dia, comentando que mais um verão havia passado, que estava triste, e que esperava que isso acontecesse em breve. Ela me respondeu: “Eu também estou triste, papai. Mas eu não posso dirigir, e eles não me deixam comprar passagens de avião sozinha. Só estou dizendo.” Ela estava certa. A viagem dependia completamente de mim, e a minha passividade em planejá-la estava desencorajando-a.

Pregando para mim mesmo

Se eu quero ser o pai que Jesus me chamou para ser, de acordo com Colossenses 3.16, isso deve vir da Palavra de Cristo viva em mim. A tarefa mais importante que eu encaro diariamente ao criar minhas filhas é pregar o evangelho para mim mesmo, deixando para trás meus pecados de perfeccionismo e de passividade, e ao invés disso, confiando na obra perfeita de Jesus para alcançar perdão e obediência. Apenas assim eu deixarei de irritar minhas filhas ao ponto de desencorajá-las e começarei a ensiná-las nos caminhos do Senhor.

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