Uma vida frutífera

Jônatas da Cunha Ferreira

Você já passeou por um pomar? É gostoso andar entre diferentes árvores frutíferas, provando dos seus frutos. Pés de manga, pés de laranja, de carambola, de maçã, uva ou jabuticaba… enfim, árvores boas que dão bons frutos.

Jesus fala de seus discípulos como ramos de uma árvore viva e verdadeira: “Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor. Todo ramo que, estando em mim, não der fruto, ele o corta; e todo o que dá fruto limpa, para que produza mais fruto ainda.” (Jo 15.1-2). Nós somos seus discípulos. E como tais, precisamos dar bons frutos de uma vida nova que brota e permanece em Cristo. Precisamos de vidas frutíferas.

Quando Paulo escreve aos crentes de Tessalônica, ele indica o que caracteriza uma vida frutífera e o que precisamos para ser ramos carregados (1Ts 2.1-9). Ele mesmo permaneceu pouco tempo com os tessalonicenses. Mas foi tempo suficiente para que sua vida produzisse frutos.

Paulo nos mostra que uma vida frutífera em Jesus Cristo é permeada pela confiança (1Ts 2.2). Ele havia enfrentado grandes dificuldades e perseguições em Filipos. Foi açoitado, preso, maltratado e ultrajado. Logo depois foi para Tessalônica. E não se calou! Pregou o evangelho com a coragem ousada de quem deposita sua confiança em Deus. Confiou no Senhor e permaneceu Nele. Por isso, sua vida não se tornou infrutífera.

Nós também seremos ramos frutíferos da Videira verdadeira a partir do momento em que tivermos uma confiança ousada em Deus. Não um tipo de confiança que fica esperando a iniciativa do outro ou o milagre do céu sem se mexer. Mas, uma confiança corajosa, com atitude devotada aos propósitos e à vontade de Deus. Dessa forma, nenhuma dificuldade – nem os açoites da perseguição – nos impedirão de dar frutos.

Uma vida frutífera em Jesus Cristo é, também, caracterizada pela santificação (1Ts 2.3-6). Paulo viveu a santificação. Sua pregação não foi mentirosa, nem bajuladora, nem para agradar a homens, nem por sórdida ganância. Antes, pregou a verdade com integridade, vivendo intensamente o que cria e anunciava. Ele viveu para agradar unicamente a Deus. Essa era sua pregação. Essa era sua vida. Por isso, foi frutífero não só em tessalônica, mas em todos os lugares por onde passou.

Como discípulos de Jesus, tudo que fizermos, seja em ação ou palavra, precisa começar com santificação. Como o trigo precisa morrer para frutificar (Jo 12.24), verdadeiros discípulos – ramos da videira – precisam também morrer. Morrer para si mesmos, para o orgulho e para o ego, e encher-se do fruto do Espírito Santo.

Além disso, a vida frutífera de Paulo foi cheia de amor 1Ts 2.7-9). Seu amor pelos tessalonicenses foi como o de uma ama que acaricia o filho. Foi amável e de afetuoso trato. Seu amor foi tão profundo que ele estava pronto não só a entregar o evangelho, mas também a própria vida por aquelas pessoas. Ele amou o próximo como a si mesmo.

Nosso amor tem de ser como o de Cristo: sacrificial, doador e voluntário. Amor que se manifesta de forma concreta e incondicional. Amor que implica em esvaziar-se para servir o outro; que valoriza, respeita e serve a todos, não simplesmente apesar de seus defeitos, mas com todos eles. Um amor que se manifesta em cuidado real. Amor que permanece para sempre (1Coríntios 13.13).

Apenas com confiança, santificação e amor permaneceremos ligados a Videira para produzir muito fruto (Jo 15.4-5). Caso contrário, “já está posto o machado à raiz das árvores; toda árvore, pois, que não produz bom fruto é cortada e lançada ao fogo” (Mt 3.10).

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s