Como a nossa igreja vai crescer?

Jônatas da Cunha Ferreira

O trabalho de nossa congregação está em uma fase de consolidação que depende, dentre outras coisas, do crescimento de nossa igreja.

No entanto, não podemos buscar o crescimento da igreja a qualquer custo. Não podemos deixar de lado a Verdade, e preocupar apenas com resultados. Não podemos agredir as Escrituras, fazendo promessas mirabolantes em nome de Deus e enchendo as pessoas de falsas esperanças. Por outro lado, não podemos também cair em acomodação, dizendo que Deus não está interessado em quantidade, mas tão somente em qualidade. Essa é uma visão doentia. Certamente não há qualidade sem crescimento. Um corpo vivo cresce. Um ramo ligado à videira frutifica. Assim, a pergunta que naturalmente brota é: Como, então, nossa igreja vai crescer?

O livro de Atos descreve o crescimento saudável da Igreja primitiva, a partir de Jerusalém até aos confins da terra. Mesmo em meio a perseguições em Jerusalém (8.1) – da qual o apóstolo Paulo começa a provar logo depois de seu encontro com Jesus no caminho de Damasco (9.26-30) – a igreja tinha paz em toda Judeia, Galileia e Samaria e crescia em número (9.31-43). Suas fronteiras se alargavam e a cada dia se acrescentavam novas pessoas.

A primeira razão deste crescimento saudável é que os discípulos levavam em si mesmos a toda parte o nome de Jesus (9.32-34). Pedro foi de Lida e Sarona a Jope, passando por toda parte, anunciando e demonstrando o poder de Deus em Jesus Cristo. Todos os crentes fizeram notórios por toda parte os feitos de Jesus naqueles dias (9.35, 42). Não havia quem não soubesse. A Verdade foi divulgada com abundância.

Para que nossa igreja cresça de maneira saudável, em toda parte precisamos manifestar o nome de Cristo em nós. Nossa identidade precisa estar associada com a de Cristo e o nosso caráter precisa refletir como em espelho a Sua glória. E isso requer transformação à semelhança do Filho, assumindo um coração de servo como o Dele. Requer humildade de espírito e um coração contrito. Requer arrependimento, mudança de caráter e domínio próprio. Só assim teremos coragem de nos identificarmos como cristãos mesmo em face de perigos ou morte.

Além disso, requer a pregação da Verdade. É por meio dela que Deus escolheu edificar sua igreja nesta cidade – porque aprouve a Deus salvar os que creem pela loucura da pregação (1Co 1.21). Por isso, não se cale. Não perca as oportunidades de demonstrar em você mesmo o amor de Deus, crendo e dependendo do poder transformador de Cristo. Pedro creu e, por isso, falou a Eneias em nome de Jesus e orou diante do corpo de Dorcas (9.34, 40).

A segunda razão do crescimento saudável da igreja foi o olhar diferente para os problemas. Eles os viram como oportunidades de Deus agir. Quando Pedro chegou a Lida, encontrou um homem paralítico há mais de oito anos e viu ali uma grande oportunidade de Deus dar a conhecer a sua Graça em Jesus Cristo.

Isso significa que precisamos mudar o foco. Problemas não podem nos impedir de avançar. Não podem nos paralisar. A prudência é boa, o medo não. Nossas limitações e fraquezas devem ser vistas como oportunidades da ação da Graça de Deus em nós. E ela nos é suficiente.

Assim, como Paulo, poderemos dizer: De boa vontade, pois, mais me gloriarei nas fraquezas, para que sobre mim repouse o poder de Cristo. Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, por amor de Cristo. Porque, quando sou fraco, então, é que sou forte (2Coríntios 12.9-10).

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