Perto de Deus e perto do Diabo

Ultimato

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O sol ainda não havia nascido quando Jó saiu de casa para oferecer um holocausto em favor de cada um de seus dez filhos, na hipótese de eles, lá no íntimo, terem pecado contra Deus. Era sua prática diária (Jó 1.4-5). Antes do sol se pôr naquele dia, o homem da terra de Uz havia perdido suas 11.500 cabeças de gado e os filhos (Jó 1.13-19). Satanás estava bem perto de Jó e o patriarca não o sabia.

O sol tinha acabado de cobrir a face da terra quando Jesus avisou a Pedro que ele o negaria três vezes antes do galo cantar na casa do sumo sacerdote. O apóstolo não acreditou. Poucos horas depois, Pedro chorava amargamente por ter feito o que disse que não faria (Mt 26.69-75). O pecado estava bem perto de Pedro e ele não o sabia.

No presente corpo, no presente mundo e no presente tempo, a tentação está sempre muito perto de nós. Daí aquela palavra de Provérbios: “A desgraça está um passo depois do orgulho” (Pv 16.18, BV). Qualquer ingenuidade, qualquer segurança demasiada, qualquer falta de vigilância, qualquer distração, qualquer sensação de euforia — pode ser fatal. É por isso que Paulo aconselha: “Aquele que pensa que está de pé é melhor ter cuidado para não cair” (1Co 10.12, NTLH).

Em seu esplêndido livro Simplesmente Cristão, N.T. Wright lembra que “casamentos aparentemente feitos no céu algumas vezes acabam não muito longe do inferno. Embora no começo a dedicação e o cuidado mútuo possam proporcionar uma nova e maravilhosa dimensão a suas vidas, as estatísticas apontam que, a menos que eles saibam como se conduzir na estrada que têm diante de si, logo estarão implorando pelo divórcio”.

O filho bem comportado de hoje pode na manhã seguinte experimentar uma droga qualquer e mais tarde tornar-se dependente de drogas. A adolescente que mal virou mocinha pode chegar grávida em casa a qualquer momento. O pregador que no domingo exortou com zelo a congregação a se abster da prostituição pode por acaso ver uma mulher bonita e no período fértil banhando-se por aí e em seguida deitar-se com ela, como aconteceu com o rei Davi (2Sm 11.1-5).

Muitas coisas acontecem de súbito como a queda do império babilônico: “Naquela mesma noite [em que o sucessor de Nabucodonosor oferecia um banquete de mil talheres aos seus nobres], Belsazar, rei dos babilônios, foi morto, e Dario, o medo, apoderou-se do reino com a idade de sessenta e dois anos” (Dn 5.30-31).

De fato “O Senhor está perto dos que têm o coração quebrantado e salva os de espírito abatido (Sl 34.18). Porém, pelo menos por enquanto, o pecado também está perto. Pedro alerta para o fato de que “o Diabo, inimigo de vocês, ‘anda ao redor’ como leão, rugindo e procurando a quem possa devorar” (1Pe 5.8).

A lembrança de que o pecado está perto é um discurso realista. Não serve para meter medo nem para gerar ansiedade e nervosismo. É apenas um aviso para não ficarmos descuidados nem fora da proteção de Deus! Jesus mesmo ensinou: “Vigiem e orem para que não caiam em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca” (Mt 26.41).

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