Até o último fôlego

Jônatas Cunha

090619_folego

_aspasTodo cristão ou é um missionário ou é um impostor(Charles Haddon Spurgeon)

Paulo faz uma exposição sobre a ressurreição e a vitória dos eleitos de Deus sobre a morte em 1Coríntios 15. Ele aponta para a ressurreição de Cristo e de todos aqueles que estão nele. A ressurreição de Cristo é a garantia de que todos aqueles que estão ligados a ele terão, como ele, vitória sobre a morte. Por isso ele diz: “Graças a Deus, que nos dá a vitória por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo” (1Co 15.57).

Mas ele não terminou aí. Paulo acrescenta uma exortação com uma aparente mudança de assunto. Ele diz: “Portanto, meus amados irmãos, sede firmes, inabaláveis e sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o vosso trabalho não é vão.” (v.58). Na verdade, Paulo não muda de assunto, mas estabelece uma relação íntima entre a vitória final sobre a morte de todo o que está em Cristo e uma abundante participação na obra do Senhor. Ele mostra que a vitória em Cristo é razão suficiente para não se preocupar demais com os cuidados do presente e investir alto nas riquezas eternas do porvir.

No mesmo texto ele deixou seu testemunho. Para Paulo a vitória sobre a morte foi a razão pela qual ele se gastou até o último fôlego, até a última energia, até o último minuto do seu tempo pelo Reino de Deus. Foi a razão pela qual decidiu enfrentar açoites e prisões, perigos no mar e no deserto, fome e sede, vigílias, fadigas e muitas vezes perigo de morte (2Co 11.23-28). Foi a razão pela qual resolveu dispor a sua vida a ponto de ser entregue às feras por causa do evangelho. “E por que também nós nos expomos a perigos a toda hora? (…) Se, como homem, lutei em Éfeso com feras, que me aproveita isso? Se os mortos não ressuscitam, comamos e bebamos, que amanhã morreremos” (1Co 15.30,32). Se não houvesse vitória sobre a morte, tudo teria sido vão.

A vitória em Cristo tem de ser a razão de nos gastarmos por ele até a morte, até o último fôlego, até a última força, até o último minuto. A vitória em Cristo tem de ser a razão de sermos abundantes no serviço do evangelho, sem temer o que isso pode nos custar. Tem de ser a razão de nos despirmos de vergonhas, preconceitos e medos para anunciar o nome de Jesus até a última pessoa. Tem de ser a razão de fazermo-nos tudo para com todos, com o fim de, por todos os modos salvar alguns.

E se são vitoriosos todos os que estão em Cristo, então sobre todos pesa a responsabilidade de serem abundantes na obra do Senhor. Se somos estes vencedores, então sobre nós está o chamado para anunciar boas-novas aos quebrantados e libertação aos cativos. Sobre todos nós pesa a obrigação de levar consolo aos que choram e apregoar o Dia da vingança do nosso Deus. Não é privilégio de alguns, nem responsabilidade de poucos; porque ai de nós se não anunciarmos o evangelho (1Co 9.16).

A vitória sobre a morte não só nos dá esperança diante das aflições do presente, mas também nos motiva e encoraja para um profuso envolvimento na obra do Senhor, porque por causa dela sabemos que no Senhor o nosso trabalho não é vão.

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