“Re-nascidos” para alegria

Jônatas Cunha


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Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne (Ezequiel 36.26)

Depois de ter purificado o templo de Jerusalém daqueles que só queriam mercadejar a fé, Jesus foi visitado por um fariseu, chamado Nicodemos, dos principais dos judeus (João 3.1-15).

Nicodemos fora procurar por Jesus porque queria saber quais obras deveria praticar para conseguir a vida eterna, embora não tenha formulado esta pergunta como fez o jovem rico (Mateus 19.16). Entretanto, Jesus conhecia seu coração e por isso, lhe respondeu: se alguém não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus (v.3). Ao ouvir tais palavras, Nicodemos ficou enrolado com uma idéia que não lhe passava pelo crivo da racionalidade: Como alguém pode voltar ao ventre materno e nascer segunda vez? (v.4).

Jesus não falava de um renascimento físico, mas espiritual (não místico) e profundamente transformador. Ele explica: Quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus (v.5). Nascer de novo é receber a injeção de vida em nosso coração morto pelo pecado. Uma experiência única, sempre marcante, embora nunca traumática.

É o que descreve Ezequiel: … tirarei da sua carne o coração de pedra e lhes darei coração de carne (Ezequiel 11:19b). É nascer “de cima”, obtendo a vida que tem sua origem, não na terra, mas no céu. É a criação de um novo homem, com novas disposições do coração.

Uma destas novas disposições é que quando nascemos de novo, somos criados para um novo gosto. Jesus descreve o Reino dos céus como “um tesouro oculto no campo, o qual certo homem, tendo-o achado, escondeu. E, transbordante de alegria, vai, vende tudo o que tem e compra aquele campo” (Mateus 13.44).

O novo nascimento cria em nós um novo gosto por Cristo. Produz um prazer de profundo contentamento nunca antes desfrutado. Encontramos em Cristo o tesouro da alegria. Despertamos para uma sede irresistível por Ele. Arrependemo-nos de nossos pecados e cremos que se nos voltarmos para Deus encontramos o tesouro que a tudo satisfaz. No novo nascimento é criado em nós um novo gosto pelo prazer da presença de Deus.

Quando desfrutamos da alegria em Deus, percebemos que os outros motivos de alegria que tínhamos eram efêmeros como a própria vida que passa num piscar de olhos. O tesouro da alegria em Deus é perene. Ladrão não rouba, nem o tempo envelhece, nem traça ou ferrugem corroem.

Você já desfrutou desta alegria? Se não, não deixe de procurar por ela hoje. Não prazer mais duradouro que este.

Entretanto, talvez você já tenha desfrutado, mas este se arrefeceu como na Igreja de Éfeso (Apocalipse 2.4). Não deixe que cuidados do mundo arrebatem de seu coração o prazer pela presença de Deus. Não ambicione apenas alegrias presentes, mas busque contentamento eterno. Olhe para o alvo e para o alto, para o céu e para a eternidade, para o prêmio da vocação em Cristo e, então manifeste a nova disposição do seu coração no profundo prazer pela glória de Deus.

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