Mudando meu mundo!

Jônatas Cunha

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Um caso tem chocado o Brasil e levantado acaloradas discussões éticas, religiosas e políticas: o aborto induzido na menina de nove anos, de Alagoinhas em Pernambuco, que concebeu gêmeos ao ser violentada pelo padrasto. Uma simples busca no Google apontará milhares de opiniões divergentes. As notícias correm o país e o mundo, e as organizações pró-aborto aproveitam o vácuo criado para pressionar o governo por sua legalização no Brasil.

Nesta tarde abafada, fiquei observando as notícias, as pesquisas, os comentários, refletindo sobre todas essas questões. Uma certeza me veio forte ao coração e logo depois uma pergunta.

A certeza que tive é que foi a violência que gerou mais violência. A violência do padrasto gerou a violência do aborto. Não vou entrar na discussão ético-filosófica do caso. Há muitos pontos a serem considerados. Contudo, o relevante é que o aborto é violência contra a vida em qualquer situação. O que aconteceu é resultado de um mundo ignorante de Deus em que a violência clama por mais violência. Um abismo chama outro abismo, disse o salmista.

Depois, ao ler sobre as pressões das organizações pró-aborto, me veio a pergunta: o que nós podemos fazer? O que eu, sendo o que eu sou, posso fazer hoje para que o mundo, o nosso mundo, não se torne ainda mais violento? Qual é a parte que me cabe na transformação da terra em um lugar mais pacífico, onde homens pervertidos em sua consciência não olhem para crianças como objetos de desejo e mulheres irresponsáveis (me refiro à possível legalização do aborto) não concebam filhos e depois os descartem como objetos sem valor?

Por um momento uma sensação de impotência me tocou a alma, como se por uma inexpressividade social não pudesse me fazer ouvido pelos que fazem, mudam ou aplicam as leis. No entanto, há algo a ser feito sim!

Podemos semear agora a boa semente que produzirá frutos expressivos no futuro ético desse país: o evangelho, a cruz de Cristo, o Reino de Deus. Essa semente é semelhante ao grão de mostarda, que na verdade é a menor de todas as sementes, mas que cresce e se torna árvore frondosa aonde as aves do céu vem aninhar-se (Mt 13.31-32).

Podemos salgar a terra com a integridade do caráter, com a voz que não deixa de exortar o mundo a lembrar-se do Criador antes que venham os dias maus e cheguem os anos onde não haverá mais nenhum prazer no existir (Ec 12.1).

Podemos levar o Reino de Deus, a mensagem transformadora da cruz de Cristo pela loucura da pregação a toda pessoa, a todas as classes, a todos os cantões, a todos os guetos deste país, em um movimento conjunto e coordenado do qual fazemos a nossa parte, semeando o evangelho com abundância onde nós estamos.

Não podemos nos calar! O nosso silêncio seria um consentimento covarde com a violência que cresce. Mudar o mundo é um compromisso do evangelho, não com brigas, mas pelo caráter e pela pregação. Como disse Martin Luther King Jr, “O que mais preocupa não é o grito dos violentos, dos corruptos, dos desonestos, dos sem caráter, dos sem ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons”.

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