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O drama da falta de perdão

Cada Dia

“José beijou a todos os seus irmãos e chorou sobre eles; depois, seus irmãos falaram com ele. ”
 (Gn 45.15)

Falar de perdão é fácil; difícil é perdoar. O perdão, porém, não é uma opção, mas uma necessidade. Quem não perdoa não tem paz. Há famílias atormentadas pela falta de perdão vivendo na masmorra da mágoa. Quem não perdoa não pode orar, ofertar nem ser perdoado. O perdão é condição vital para termos saúde física, emocional e espiritual. O perdão é a assepsia da alma, a faxina da mente, a alforria do coração. O perdão cura, liberta e restaura. Constrói pontes onde a mágoa cavou abismos. Não há vida, casamento, nem família saudáveis sem o exercício do perdão.

José do Egito foi vítima do ódio consumado de seus irmãos. Sofreu muitos anos as consequências desse ódio. Mas, Deus o restaurou e o honrou. José escolheu perdoar seus irmãos em vez de vingar-se deles. Deu duas provas dessa atitude: Chamou seu filho primogênito de Manassés, cujo significado é: “Deus me fez esquecer”. Deu a melhor terra do Egito a seus irmãos que o maltrataram. O perdão é um ato de misericórdia. É expressão da graça de Deus em nós e por nós.

– Senhor, tua misericórdia é sem fim, dá-me forças para eu exercitar sincero perdão. Ajuda-me a viver em paz com as minhas lembranças e a amar os que armaram contra mim. Em nome de Jesus.

Luz para o Caminho • lpc.org.br/cada-dia
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Entre percevejos e mediocridades

Fábio Ramos de Carvalho

Escapei aos tigres, alimentei os percevejos, fui devorado pelas mediocridades. (Bertold Brecht)

Por que o ser humano é quase sempre tão complicado? Por que é tão fácil observarmos ao redor tantas contradições e intolerâncias? E o extremo egoísmo expresso no difícil convívio social? Por que é tão comum, também, vermos reações doentias e imprevisíveis daqueles que nos rodeiam, que nos são próximos?

Mas talvez a pior e mais surpreendente perplexidade seja quando nos vemos, exatamente, com as mesmas reações doentias que percebemos nos outros! Tantos porquês existem em virtude de serem comportamentos contrários ao que se espera de uma pessoa cristã. Essa ambigüidade é característica iminente do ser humano e, parafraseando o dramaturgo alemão Bertold Brecht:

Escapamos dos tigres: experimentamos um verdadeiro relacionamento com Deus, fomos libertos da opressão e de cadeias espirituais, e somos diariamente salvos da morte…

Alimentamos os percevejos: cultivamos a autocomiseração, o rancor guardado a sete chaves, a recusa em vivenciar um perdão genuíno…

Somos devorados pelas mediocridades: Aí ficamos doentes, murmuradores, sempre indispostos, cabisbaixos, revoltosos, impedindo que do nosso interior fluam rios de água viva.

Mas o pior disso tudo é que não assumimos nossos percevejos e mediocridades e, para disfarçá-los, nos valemos malignamente de verdadeiros eufemismos comportamentais. O apóstolo Paulo adverte em sua carta aos Colossenses (2:23), falando de coisas que têm aparência de sabedoria, como culto de si mesmo, e falsa humildade, e rigor ascético todavia, não têm valor algum contra a sensualidade. Leia o resto deste post

Pais convertidos aos filhos

Hernandes Dias Lopes

O profeta Malaquias conclui seu livro falando sobre a conversão do coração dos pais aos filhos e a conversão do coração dos filhos aos pais. Esta é uma necessidade vital da família. O que faz um lar feliz não é tanto o lugar onde moramos, mas como vivemos dentro de casa. Relacionamentos são mais importante do que coisas. Nenhum sucesso profissional compensa a perda dos filhos. Mas, como os pais podem converter seus corações aos seus filhos?

1. Tenha tempo para os seus filhos.

Quem ama tem tempo para a pessoa amada. Os filhos precisam vir antes dos amigos. Os pais precisam agendar tempo para estar com os seus filhos. Os pais precisam se interessar pelos assuntos de seus filhos: estudos, namoro, conflitos, anseios, frustrações, sonhos e desafios. Os pais precisam aprender a ouvir e a falar com os filhos. Presentes não substituem presença. A maior necessidade dos filhos é de coisas materiais, mas dos próprios pais. Leia o resto deste post

Restaurar Relacionamentos

Hernandes Dias Lopes

Os relacionamentos mais íntimos podem adoecer. As amizades mais próximas podem se acidentar nos rochedos das decepções e das mágoas. As palavras de amor podem ser substituídas pelas acusações ferinas; os abraços fraternos podem ser trocados pelo afastamento gelado; a alegria da comunhão pode ser perturbada pela tristeza da mágoa.

Os relacionamentos adoecem na família, na igreja e no trabalho. Pessoas que andaram juntas e comungaram dos mesmos sentimentos e ideais, afastam-se. Cônjuges que fizeram votos de amor no altar, ferem um ao outro com palavras duras. Amigos que celebravam juntos as venturas da vida, distanciam-se silenciosamente. Parentes que degustavam as finas iguarias no banquete da fraternidade, recuam amargurados. Irmãos que celebravam festa ao Senhor no mesmo altar, apartam-se tomados por gélida indiferença.

Como podemos restaurar esses relacionamentos quebrados? Como podemos despojar-nos da mágoa que nos atormenta? Como podemos buscar o caminho do perdão e tomar de volta aquilo que o inimigo saqueou da nossa vida? Leia o resto deste post

O Próximo, alguém especial

Cada Dia

“O que despreza o próximo é falto de senso, 
mas o homem prudente, este se cala.” 
Pv 11.12

Desprezar e ridicularizar o próximo é insensatez. Tratar os vizinhos com desdém é falta de bom senso. Jesus contou uma parábola para mostrar que devemos amar o próximo não apenas de palavra, mas de fato e de verdade. Falou do homem que caiu nas mãos dos salteadores, foi despojado de seus bens e largado à beira da estrada, ferido e agonizante. O sacerdote e o levita, homens religiosos, passaram e o deixaram entregue à sua sorte. O samaritano, porém, ao ver o homem caído, cuidou das feridas, o levou para um lugar seguro e tratou dele. É assim que devemos agir com o próximo, seja quer for.

Nosso papel não é humilhar as pessoas nem nos omitir quando precisam de socorro. Nossa função não é espalhar boatarias para jogar uma pessoa contra a outra, mas colocar guarda na porta dos nossos lábios e falar somente aquilo que edifica e traz graça aos que ouvem. O coração e a língua podem ser fontes de vida ou laboratórios onde se fabrica veneno. O próximo é alguém muito especial. Devemos honrá-lo e protegê-lo.

– Senhor Deus, concede-me a graça de ser instrumento do céu aqui na terra. Usa-me como fonte de bênção na vida de pessoas, pois sei que o amor é marca do cristão. Em nome de Jesus.

Autor: Luz para o Caminho
Site: lpc.org.br/cada-dia

Realidade e Superficialidade

Jonatas da Cunha Ferreira

A superficialidade é um mal do nosso tempo. Stanley Milgram, professor de psicologia da Universidade de Nova Iorque, desenvolveu uma pesquisa sobre a experiência de viver na cidade. Uma de suas observações foi que a aceleração da vida urbana moderna e o aumento vertiginoso da concentração de pessoas nas cidades nos levam a uma redistribuição do nosso tempo e energia entre as pessoas de nosso círculo de relações. Dedicamos cada vez menos tempo para cada uma delas. Passamos a conhecer um número menor de pessoas e, no entanto, mantemos essas relações superficiais, mesmo com esses poucos conhecidos, porque sempre temos pouco tempo para elas.

Na sociedade moderna, permanência e constância são conceitos de pouca relevância. Aprendemos a “ficar”. O jovem “fica” com a namorada, os cônjuges “ficam” no casamento, o trabalhador “fica” no emprego, o sócio “fica” na sociedade, o crente “fica” na igreja. As relações modernas têm sempre um caráter superficial, anônimo e transitório. Construímos relacionamentos estéticos, mas é apenas aparência, porque não tem um pingo de autenticidade. Não são reais.

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