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A mais sublime atividade humana

Jônatas da Cunha Ferreira

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A oração é a mais sublime das atividades humanas. Orar não é balbuciar palavras ao vento, é falar com Deus; não é fechar os olhos ou dobrar os joelhos, mas dobrar o coração e a mente; não é a repetição mecânica de frases prontas, é relacionar-se com Deus. Não raras vezes em seu ministério, Jesus se dedicou a oração e falou dela a seus discípulos. Ele os ensinou a orar (Mt 6.5-13); apontou a necessidade da oração; e insistiu sobre seu poder (Mt 7.7; 17.21). Nele, sempre vemos diversas razões pelas quais a oração é importante.

Orar produz intimidade com Deus, nos aproxima Dele. Jesus, mesmo sendo Deus, retirou-se do meio do povo para ficar sozinho em oração. Ele buscava a face do Pai (Mc 1.35). É na oração que buscamos a face de Deus e nela encontramos o prazer da Sua presença. Na conversa sincera com Ele, o conhecemos melhor; e Ele nos faz conhecer melhor a nós mesmos.

A maturidade espiritual de um crente não é medida por conhecimento bíblico ou teológico, nem por títulos ou cargos, mas pelos calos dos joelhos que se dobram em humilde oração. O cristão que não ora, talvez ainda não saiba, mas já se desviou da fé. Está morno, sem vida, sem santidade, sem intimidade com Deus. “Todo declínio espiritual começa com a negligência da oração. Nenhum coração pode desenvolver-se bem sem muita comunhão íntima com Deus; não existe nada que possa compensar a falta dela” (Berridge).

Orar desperta nossos corações para o Reino de Deus. Não é possível orar em busca de Deus e permanecer frio para com seu Reino. A oração aviva o coração e motiva para o serviço do Senhor e nos mantém dependentes Dele, mesmo quando as coisas vão bem. Nossa tendência é buscar por Deus apenas quando temos problemas. Logo que passam, voltamos a confiar em nossos próprios recursos. Estamos mais dispostos a planejar que orar. Dependemos mais de recursos humanos que dos recursos de Deus. Entretanto, como disse R. A. Torrey: “Uma noite de oração pode salvar-nos de muitas noites de insônia”.

A oração é ainda instrumento de santificação. Quem se entrega ao pecado para de orar. Mas aquele que se entrega à oração vence seus pecados. A oração é o caminho do arrependimento sincero e do quebrantamento do coração. Na oração da intimidade com o Pai, somos sempre levados à humildade e jamais à arrogância. Isso porque ela não tem receio de ajoelhar-se.

É por isso que a oração tem de ser prioridade em nossa vida. Nela encontramos a intimidade de Deus e, por sua instrumentalidade, somos conformados à imagem de Jesus Cristo. Por isso, ore! Para orar, você não precisa de pré-requisitos; não precisa de títulos; nem de conhecimento. Só uma coisa se exige: amar a Deus com todo coração, alma, força e entendimento.

Jônatas da Cunha Ferreira • iptubarao.wordpress.com
CC BY-NC-ND 3.0 • This work is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial-Vedada a criação de obras derivadas 3.0 Brasil License
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