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Porque Deus não te conta o futuro
Trevin Max
É Quarta-Feira a noite e eu estou ajudando nossos filhos a calçarem seus sapatos, vestirem os casacos e pegarem suas Bíblias por estarmos prestes a ir para a igreja. Eu os apresso do lado de fora, digo a Corina que estamos esperando por ela no carro, e depois arrumo todos lá dentro.
Ao longo do caminho, eu digo a Timóteo (nosso filho de 7 anos): “Cuidado com a poça na garagem. Feche sua jaqueta. Abra a porta para a sua irmã.” Ele olha para mim com um olhar exasperado como se eu tivesse feito algo errado, e eu pergunto qual é o problema.
Ele me diz: “Pessoas me dizem o que fazer o tempo todo. Antes da escola. Na escola. No almoço. Durante as aulas. Quando chego em casa. Eu só fico cansado de todo mundo estar no comando.”
Nós estamos no carro agora. Júlia (nossa filha de 3 anos) está sentada com seu cinto de segurança em seu assento no carro. Timóteo está pronto para ir.
“Então você quer estar no comando?”, pergunto a ele.
“Sim. Eu quero estar no comando e tomar as minhas próprias decisões”, ele me responde.
A armadilha da independência
Boa Semente
Convertei-vos ao SENHOR, vosso Deus; porque ele é misericordioso, e compassivo, e tardio em irar-se, e grande em beneficência (Joel 2:13).
Deixe o ímpio o seu caminho, e o homem maligno, os seus pensamentos e se converta ao SENHOR, que se compadecerá dele; torne para o nosso Deus, porque grandioso é em perdoar (Isaías 55:7).
Ontem, quando cheguei ao trabalho, encontrei a secretária chorando. Perguntei o que estava acontecendo e ela me revelou seu problema: estava sozinha com os dois filhos; o marido a abandonara, e foi intimada a sair da casa onde morava. – E seus pais?, perguntei. Ela levantou a cabeça com tristeza e uma ponta de orgulho, e me confessou: – Saí de casa aos 17 anos e nunca mais os vi!
São inúmeros os jovens que como aquela secretária suspiram pela independência. Deixam a família e alguns anos depois de encontram sozinhos e cheios de dores.
A Escritura nos fala de uma época em Israel onde “cada qual fazia o que parecia direito aos seus olhos” (Juízes 17:6;Juízes 21:25). Era uma época de terrível decadência, durante a qual coisas abomináveis aconteciam. Para descrever a atual condição do mundo, apesar da “cristianização”, a mesma expressão não seria perfeita? Cada um quer ser independente de Deus, dos pais, do cônjuge, da sociedade, e fazer o que bem lhe convier. Depois vem as graves conseqüências. E depois? Então chega a solidão, a marginalidade, a perda da dignidade, a depressão. No entanto, por mais baixo que alguém tenha chegado, sempre existe a possibilidade de se voltar a Deus, porque Ele é “grandioso em perdoar”.
| Autor: Boa Semente Permissões: CC BY-NC-ND 3.0 • Você tem a liberdade de compartilhar (copiar, distribuir e transmitir a obra), desde que adicione as informações de autoria, não altere o conteúdo original e não utilize para fins comerciais. |
Deus, o oleiro
Cada Dia
Como barro nas mãos do oleiro, assim são vocês nas minhas mãos… ( Jeremias 18:6 )
Muitas figuras bíblicas desafiam nossa compreensão por pertencerem a um contexto cultural muito diferente. Milhares de anos e milhares de quilômetros nos separam do mundo das Escrituras Sagradas. Entretanto, a imagem do oleiro moldando o barro não precisa de grandes explicações. Até mesmo as crianças que usam massinha de modelar nas atividades manuais da pré-escola conseguem perceber a força dessa figura revelada a Jeremias.
Quem quer que seja o artista, e qualquer que seja o seu material, a modelagem é um processo no qual o escultor está profunda e intimamente envolvido com sua criação. E é exatamente isso o que acontece entre Deus e o seu povo. A imagem bíblica do oleiro nos desafia a pensar em Deus não como uma figura isolada e distante, mas como alguém que se envolve pessoal e criativamente no relacionamento com indivíduos, grupos e nações.
Ele modela a comunidade da fé para sua própria glória, transformando vidas e refazendo histórias de modos surpreendentes, muito além daquilo que poderíamos imaginar.
Nosso papel é viver como a argila: flexíveis, adaptáveis e moldáveis, ansiosos por ver a transformação do Oleiro cada vez mais evidente em nossa vida e em nossa comunidade.
– “Como tu queres, Senhor, sou teu; Tu és o oleiro, barro sou eu. Molda e transforma, até que, enfim, Tua vontade se cumpra em mim. E que tal transformação seja vista em meus atos e palavras. Em nome de Jesus. Amém.”
Pascal: excluir a razão e não admitir senão a razão são dois extremos a evitar
Ultimato
Uma das tragédias da religião é a renúncia da razão em fortalecimento da fé. Poucas pessoas foram tão equilibradas como Pascal a esse respeito:
É preciso saber duvidar quando necessário, afirmar quando necessário e submeter-se quando necessário. Quem não faz assim não entende a força da razão. Se se submete tudo à razão, o cristianismo nada terá de misterioso nem de sobrenatural. Se se contrariam os princípios da razão, o cristianismo será absurdo e ridículo.
O coração tem razões que a razão desconhece. Sente-se isso em mil coisas. É o coração que sente Deus e não a razão. Eis o que é a fé: Deus sensível ao coração e não à razão. A religião não é absolutamente contrária à razão. Esforcem-se para se convencerem da existência de Deus não por argumentação, mas pela diminuição de suas paixões carnais.
Por serem bastante infelizes, devemos mostrar piedade para com os que não querem ou não conseguem crer.
Submissão e uso da razão — eis em que consiste o verdadeiro cristianismo. Leia o resto deste post
Deus Infinito
Jônatas da Cunha Ferreira
Não há dificuldades em se medir o conhecimento, a bondade, o poder, e demais virtudes ou qualidades de um ser humano. Mesmo não existindo unidades de medida para estas coisas, é possível quantificar no indivíduo, definindo os limites de seus atributos, dizendo, por exemplo, que alguém possui muito ou pouco conhecimento sobre determinada matéria, estabelecendo fronteiras mais largas ou mais estreitas ao conhecimento do indivíduo.
No entanto, o mesmo não pode ser feito com Deus. Ele é infinito. E quando falamos da infinidade de Deus, nos referimos exatamente à impossibilidade de se medir ou quantificar seus atributos, sendo a perfeição do seu ser por meio da qual Ele é livre de toda e qualquer limitação.
Essa qualidade do ser de Deus pode ser vista de duas maneiras. Primeiro em relação ao tempo, sendo chamada de Eternidade de Deus. O salmista diz: “Senhor, tu tens sido o nosso refúgio, de geração em geração. Antes que os montes nascessem e se formassem a terra e o mundo, de eternidade a eternidade, tu és Deus. Tu reduzes o homem ao pó e dizes: Tornai, filhos dos homens. Pois mil anos, aos teus olhos, são como o dia de ontem que se foi e como a vigília da noite” (Sl 90.1-4). As criaturas são profundamente afetadas pelos anos. Elas sofrem o desgaste do tempo e, pela ordenação divina, morrem. Todavia, Deus não é afetado pelo tempo como nós somos. A Escritura fala da Sua existência desde sempre e para sempre. Ele não tem princípio nem fim de dias. Ele não é afetado pelo tempo e nem há Nele qualquer declínio com o passar dos anos.
Deus Imutável
Jônatas da Cunha Ferreira
“Porque eu, o SENHOR, não mudo…” (Ml 3.6)
O livro de Gênesis, ao relatar que a maldade humana se tinha multiplicado sobre a terra, diz: “então, se arrependeu o Senhor de ter feito o homem na terra, e isso lhe pesou no coração” (6.6). Coisa semelhante é dita no primeiro livro de Samuel ao descrever a desobediência de Saul: “veio a palavra do Senhor a Samuel, dizendo: Arrependo-me de haver constituído Saul rei, porquanto deixou de me seguir e não executou as minhas palavras” (15.10,11). No entanto, no mesmo capítulo, o se afirma: “Também a Glória de Israel não mente, nem se arrepende, porquanto não é homem, para que se arrependa” (15.29). Afinal, pode Deus arrepender-se de algo que tenha feito ou de seus planos?
O testemunho completo da Escritura nos deixa claro que não, porque Deus é imutável. Diz o salmista: “Eles perecerão, mas tu permaneces; (…) Tu, porém, és sempre o mesmo, e os teus anos jamais terão fim” (Sl 102.26,27). A imutabilidade de Deus está ligada a sua independência. Deus não precisa de nada que está fora de seu Ser. Ele não tem necessidades porque é completo em Si mesmo. Por isso, nenhum fator exterior o afeta nem os seus decretos, promessas ou atributos. Nele não há variação ou sombra de mudança (Tg 1.17). Por ser completo e autossuficiente, Ele não experimenta progressos ou retrocessos. Ele está livre de qualquer aumento ou diminuição, crescimento ou decadência. Por isso, Ele diz de si mesmo: “Porque eu, o SENHOR, não mudo; por isso, vós, ó filhos de Jacó, não sois consumidos” (Ml 3.6).





