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O que a felicidade não é
Ultimato
A ideia errônea do que é a verdadeira felicidade pode vir a ser a principal causa da infelicidade. Convém apontar o que a felicidade “não é”:
- A felicidade não tem ligação com a ausência de embaraços, dificuldades, imprevistos, oposição ou embates. Antes, a presença destas coisas exercita e valoriza a vida. Muitas vezes quebram a rotina e servem de degraus para que alcancemos posições mais altas.
- A felicidade não depende de circunstâncias favoráveis. Se fosse circunstancial, ela seria instável, transitória, incerta. Ela não se apoia em fatores que nem sempre estão sob o controle humano.
- A felicidade não é resultado da satisfação de todo desejo do coração. Os nossos desejos frequentemente são contraditórios e surgem de fontes opostas entre si. Qualquer pessoa descobre que a não satisfação de certos desejos, conquanto fortes e audaciosos, resulta em extraordinária felicidade.
- A felicidade não significa uma aceitação silenciosa e compulsória das dificuldades existentes, como se fossem determinadas por Deus. A resignação é virtude cristã e preciosa, mas não deve ser confundida com a indisposição para a luta ou com o medo, com a covardia ou a falta de fé.
- A felicidade nunca acontece em uma sala fechada em cuja porta, do lado de fora, uma tabuleta avisa: “Não entre sem ser chamado”. A felicidade não depende do isolamento, do silêncio, de calmarias, de acessórios e assessores, da ginástica do chamado “pensamento positivo”, da repetição mecânica de orações e de frases otimistas, de mentiras inteligentes e bem elaboradas. Ao contrário, a felicidade tem de conviver com a maldade, com o sofrimento, com a inimizade alheia, com a morte, com a realidade presente e histórica.
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A alegria cristã
Ultimato
O povo de Deus é alegre por definição. O cristão é alguém que foi encontrado por aquele que é feliz e recuperou a sua posição como filho. Para os cristãos, a alegria não é só uma opção de vida. É uma ordem de Deus ao seu povo; é um bom testemunho; é pré-evangelização; é coerência.
O mandamento da alegria está espalhado nas Escrituras Sagradas: nos livros da lei (Dt 16.11), nos Salmos (Sl 32.11), nos profetas (Zc 9.9), nos Evangelhos (Lc 10.20), nas Epístolas (Fp 4.4) e no Apocalipse (Ap 19.7). A alegria é também fruto do Espírito (Gl 5.22), é consequência do perdão e da salvação (Lc 10.20), é promessa a ser totalmente contemplada no futuro (Hb 11.39-40), é combustível e celebração da missão (Sl 126.6; Lc 15.7).
Certamente, algumas vezes terá de ser uma alegria disciplinada, baseada em promessas e em exercícios de fé. A despeito de ser — por natureza — feliz, cabe ao cristão desenvolver esta alegria. Isto pode ser feito por meio do exercício de um espírito grato (aqueles que julgam que a vida lhes deve alguma coisa são incapazes de ser felizes), pela lembrança constante das promessas do Senhor, pelo encontro amoroso com os irmãos e irmãs, pela contemplação da Criação, pela memória de Cristo e de sua beleza, pela comunhão diária com Deus por meio da oração e da leitura bíblica, pela vivência do discipulado cristão, pelo “enchimento” do Espírito.
Por causa do pecado, da depravação humana, da ordem política e social injusta, da incredulidade, da atuação satânica, do orgulho humano, da fome e da miséria, das vicissitudes naturais da vida, da enfermidade e da morte, da rejeição do evangelho — nem todo tempo é tempo de alegria. A Bíblia ressalta esta verdade: “[Há] tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de saltar de alegria” (Ec 3.4).
Além disto, somos ainda seres incompletos, ambíguos, divididos. Um dos efeitos da queda é que nossas emoções nem sempre acompanham nossas certezas. A variação de humor que não dominamos continuará a ser nossa companheira até o final da vida. A plenitude da alegria não é para agora. A garantia de bem-estar permanente não é uma promessa cristã.
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Jesus, a alegria desejada pelo homem
Ultimato
A tradução mais literal para o título original da famosa composição de Bach “Jesus, alegria dos homens” (“Jesus, joy of man’s desiring”) seria “Jesus, a alegria que os homens desejam”. Dois trechos para coral indicam a força com que o compositor considerava Jesus como a resposta aos anseios de felicidade do homem:
Bem-aventurado sou, porque tenho Jesus.
Oh, quão firmemente eu o seguro,
Para que traga refrigério ao meu coração,
Quando estou triste e abatido.
Eu tenho Jesus, que me ama e se confia a mim.
Ah! Por isso não o deixarei,
Mesmo que meu coração se quebre.Jesus continua sendo minha alegria,
O conforto e a seiva do meu coração
Jesus refreia a minha tristeza,
Ele é a força da minha vida
É o deleite e o sol dos meus olhos,
O tesouro e a grande felicidade da minha alma,
Por isso, eu não deixarei ir Jesus
Do meu coração e da minha presença.
A redescoberta de que Jesus é a fonte de alegria fará de nós cristãos muito mais felizes e trará renovação na vida e no testemunho da Igreja. Esta reflexão não é nova. A resposta à primeira pergunta — Qual é o fim principal do homem? — do Catecismo de Westminster (1648) traz esta indicação: “O fim principal do homem é glorificar a Deus e gozá-lo para sempre”.
Conversa de um cético
Boa Semente
O homem respondeu e disse-lhes: Nisto, pois, está a maravilha: que vós não saibais de onde ele é e me abrisse os olhos (João 9:30).
Deus pode conceder a uma alma sincera a revelação de Si mesmo através da Palavra. A seguinte história de um cético demonstra isso: “Eu não cria em Deus, na Bíblia nem tampouco na autenticidade de nenhuma experiência cristã. Para mim, a conversão era somente uma piedosa ilusão de fanáticos cristãos. A leitura de críticos das Escrituras confirmou minha crença de que a morte era nada mais que um sono eterno e que não existia nem céu nem inferno. Contudo, no decorrer dos anos, ocasionalmente tive dúvidas que começaram a me incomodar muito.
Eu me perguntava o que ocorreria se a Bíblia tivesse razão. Finalmente decidi examinar o cristianismo com base nas declarações bíblicas. Se houvesse alguma coisa correta nela, eu tinha de encontrar; se não, pelo menos nunca mais nenhuma dúvida iria perturbar minha tranqüilidade.
Certo domingo, me ajoelhei e orei mais ou menos o seguinte: ‘Deus, se Tu existes, me escute. Se há um céu e um inferno, me mostre. Se a Bíblia é verdade, me ilumine’. Então comecei a ler a Bíblia pelo Novo Testamento. Estudei capítulo por capítulo com extrema atenção. Quanto mais lia, mais clara se tornava a impressão de que eu era um pecador perdido.
Uma semana depois que passei a examinar a verdade com profundidade recebi Jesus Cristo como meu Senhor e Salvador. Uma indescritível alegria e uma gratidão sem fim se apoderaram de mim”.
“Clama a mim, e responder-te-ei e anunciar-te-ei coisas grandes e firmes, que não sabes” (Jeremias 33:3)
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Boas Novas do Natal
Jônatas da Cunha Ferreira
A série de livros de C. S. Lewis, importante escritor cristão, chamado “As Crônicas de Nárnia”, ilustra com figuras do universo da imaginação infantil a história da humanidade, do pecado à redenção. No Livro “O Leão a Feiticeira e o Guarda-Roupas”, Lewis descreve a terra de Nárnia que estava sob o domínio de uma feiticeira e que, por isso, era sempre inverno e o natal nunca chegava. Entretanto, com a chegada do verdadeiro Rei, o Leão que dá a vida pelos humanos, o feitiço é quebrado, toda neve começa a derreter, o inverno finalmente acaba, vem a primavera e o natal é celebrado. E se proclama em Nárnia: “Feliz Natal, Viva o verdadeiro Rei!”.
Isso é apenas uma fábula infantil. Todavia, ilustra uma realidade: o natal das boas novas da salvação anunciadas pelos anjos dos céus aos pastores de Belém na noite do nascimento do Senhor Jesus. Quando o Verbo, o próprio Deus Filho, se fez carne e habitou entre nós, os anjos anunciaram: “Não temais; eis aqui vos trago boa-nova de grande alegria, que o será para todo o povo: é que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor. (…) Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens, a quem ele quer bem” (Lc 2.8-14).
Estes anjos apareceram aos pastores, homens desprezados por sua atividade profissional e que eram olhados com suspeita, anunciando o nascimento de um menino pobre, numa pobre cidade da Judéia, sem glória nem honras humanas. Mas que boas novas são essas? Que tão boa notícia é esse nascimento?
N’ele esperarei…
Trago de volta essa semana uma música que compartilhei há algum tempo. Carlinhos Veiga canta, no programa plataforma da LPC (www.plataforma.art.br), “N’ele Esperarei”. Uma canção com uma forte ênfase regional que retrata a dura vida do homem que é acrescida da esperança que a compahia de Deus nos traz. Com uma referência clara às palavras do profeta Habacuque (3.17-19) não é possível não emocinar-se imaginado a história contada e cantada. Vale a pena acompanhar a toada…
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Autor: Luz para o Caminho © 2011 Site: plataforma.art.br |




