Arquivo da categoria: Reflexões

Verdadeiro Arrependimento

Jared C. Wilson

Como você sabe quando alguém está arrependido? Em seu livreto Church Discipline Jonathan Leeman oferece algumas dicas:

“Alguns versículos antes da instrução de Jesus em Mateus 18 sobre disciplina na igreja, ele provê ajuda para determinar quando um indivíduo está genuinamente arrependido: A pessoa estaria disposta a cortar a mão ou arrancar um olho ao invés de repetir esse pecado (Mt 18.8-9)? Quer dizer, essa pessoa está disposta a tomar qualquer atitude para combater esse pecado? Pessoas arrependidas, tipicamente, são zelosas ao se despojarem de seus pecados. Isto é o que o Espírito de Deus faz dentro delas. Quando isso acontece, podemos esperar uma vontade de aceitar conselho de outros. Um tipo de vontade que faz as pessoas mudarem suas agendas. Uma vontade de confessar coisas vergonhosas Uma vontade de fazer sacrifícios financeiros ou perder amigos ou até findar relacionamentos”.

Esses são bons indicadores, mas acho que poderíamos acrescentar mais. Aqui estão 12 formas de saber se temos um coração arrependido: Leia o resto deste post

O que a felicidade não é

Ultimato

A ideia errônea do que é a verdadeira felicidade pode vir a ser a principal causa da infelicidade. Convém apontar o que a felicidade “não é”:

- A felicidade não tem ligação com a ausência de embaraços, dificuldades, imprevistos, oposição ou embates. Antes, a presença destas coisas exercita e valoriza a vida. Muitas vezes quebram a rotina e servem de degraus para que alcancemos posições mais altas.

- A felicidade não depende de circunstâncias favoráveis. Se fosse circunstancial, ela seria instável, transitória, incerta. Ela não se apoia em fatores que nem sempre estão sob o controle humano.

- A felicidade não é resultado da satisfação de todo desejo do coração. Os nossos desejos frequentemente são contraditórios e surgem de fontes opostas entre si. Qualquer pessoa descobre que a não satisfação de certos desejos, conquanto fortes e audaciosos, resulta em extraordinária felicidade.

- A felicidade não significa uma aceitação silenciosa e compulsória das dificuldades existentes, como se fossem determinadas por Deus. A resignação é virtude cristã e preciosa, mas não deve ser confundida com a indisposição para a luta ou com o medo, com a covardia ou a falta de fé.

- A felicidade nunca acontece em uma sala fechada em cuja porta, do lado de fora, uma tabuleta avisa: “Não entre sem ser chamado”. A felicidade não depende do isolamento, do silêncio, de calmarias, de acessórios e assessores, da ginástica do chamado “pensamento positivo”, da repetição mecânica de orações e de frases otimistas, de mentiras inteligentes e bem elaboradas. Ao contrário, a felicidade tem de conviver com a maldade, com o sofrimento, com a inimizade alheia, com a morte, com a realidade presente e histórica.

Revista Ultimato – Edição 332 • ultimato.com.br
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O drama da falta de perdão

Cada Dia

“José beijou a todos os seus irmãos e chorou sobre eles; depois, seus irmãos falaram com ele. ”
 (Gn 45.15)

Falar de perdão é fácil; difícil é perdoar. O perdão, porém, não é uma opção, mas uma necessidade. Quem não perdoa não tem paz. Há famílias atormentadas pela falta de perdão vivendo na masmorra da mágoa. Quem não perdoa não pode orar, ofertar nem ser perdoado. O perdão é condição vital para termos saúde física, emocional e espiritual. O perdão é a assepsia da alma, a faxina da mente, a alforria do coração. O perdão cura, liberta e restaura. Constrói pontes onde a mágoa cavou abismos. Não há vida, casamento, nem família saudáveis sem o exercício do perdão.

José do Egito foi vítima do ódio consumado de seus irmãos. Sofreu muitos anos as consequências desse ódio. Mas, Deus o restaurou e o honrou. José escolheu perdoar seus irmãos em vez de vingar-se deles. Deu duas provas dessa atitude: Chamou seu filho primogênito de Manassés, cujo significado é: “Deus me fez esquecer”. Deu a melhor terra do Egito a seus irmãos que o maltrataram. O perdão é um ato de misericórdia. É expressão da graça de Deus em nós e por nós.

– Senhor, tua misericórdia é sem fim, dá-me forças para eu exercitar sincero perdão. Ajuda-me a viver em paz com as minhas lembranças e a amar os que armaram contra mim. Em nome de Jesus.

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Família na pós-modernidade

Hernandes Dias Lopes

A pós-modernidade está firmada sobre o tripé: pluralização, privatização e secularização. A pluralização diz que há muitas ideias, muitos valores, muitas crenças. Não existe uma verdade absoluta, tudo é relativo. A privatização diz que nossas escolhas são soberanas e cada um tem sua própria verdade. A secularização, por sua vez, coloca Deus na lateral da vida e o reduz apenas aos recintos sagrados. A família está nesse fogo cruzado. Caminha nessa estrada juncada de perigos, ouvindo muitas vozes, tendo à sua frente muitas bifurcações morais. Que escolhas fazer para não perder sua identidade? Quero sugerir algumas decisões:

Primeiro, coloque Deus acima das pessoas. No mundo temos Deus, pessoas e coisas. Vivemos numa sociedade que se esquece de Deus, ama as coisas e usa as pessoas. Devemos, porém, adorar a Deus, amar as pessoas e usar as coisas. A família pós-moderna tem valorizado mais as coisas do que o relacionamento com Deus. Vivemos numa sociedade que se prostra diante do dinheiro e se esquece do Deus vivo.

Segundo, coloque seu cônjuge acima de seus filhos. O índice de divórcio cresce espantosamente no Brasil. Enquanto os véus das noivas ficam cada vez mais longos, os casamentos ficam cada vez mais curtos. Um dos grande erros que se comete é colocar os filhos acima do cônjuge. Muitos casais transferem o sentimento que devem dedicar ao cônjuge para os filhos e isso fragiliza a relação conjugal e afeta a vida emocional dos filhos. O maior presente que os pais podem dar aos filhos é amar seu cônjuge. Pais estruturados criam filhos saudáveis. Leia o resto deste post

A alegria cristã

Ultimato

O povo de Deus é alegre por definição. O cristão é alguém que foi encontrado por aquele que é feliz e recuperou a sua posição como filho. Para os cristãos, a alegria não é só uma opção de vida. É uma ordem de Deus ao seu povo; é um bom testemunho; é pré-evangelização; é coerência.

O mandamento da alegria está espalhado nas Escrituras Sagradas: nos livros da lei (Dt 16.11), nos Salmos (Sl 32.11), nos profetas (Zc 9.9), nos Evangelhos (Lc 10.20), nas Epístolas (Fp 4.4) e no Apocalipse (Ap 19.7). A alegria é também fruto do Espírito (Gl 5.22), é consequência do perdão e da salvação (Lc 10.20), é promessa a ser totalmente contemplada no futuro (Hb 11.39-40), é combustível e celebração da missão (Sl 126.6; Lc 15.7).

Certamente, algumas vezes terá de ser uma alegria disciplinada, baseada em promessas e em exercícios de fé. A despeito de ser — por natureza — feliz, cabe ao cristão desenvolver esta alegria. Isto pode ser feito por meio do exercício de um espírito grato (aqueles que julgam que a vida lhes deve alguma coisa são incapazes de ser felizes), pela lembrança constante das promessas do Senhor, pelo encontro amoroso com os irmãos e irmãs, pela contemplação da Criação, pela memória de Cristo e de sua beleza, pela comunhão diária com Deus por meio da oração e da leitura bíblica, pela vivência do discipulado cristão, pelo “enchimento” do Espírito.

Por causa do pecado, da depravação humana, da ordem política e social injusta, da incredulidade, da atuação satânica, do orgulho humano, da fome e da miséria, das vicissitudes naturais da vida, da enfermidade e da morte, da rejeição do evangelho — nem todo tempo é tempo de alegria. A Bíblia ressalta esta verdade: “[Há] tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de saltar de alegria” (Ec 3.4).

Além disto, somos ainda seres incompletos, ambíguos, divididos. Um dos efeitos da queda é que nossas emoções nem sempre acompanham nossas certezas. A variação de humor que não dominamos continuará a ser nossa companheira até o final da vida. A plenitude da alegria não é para agora. A garantia de bem-estar permanente não é uma promessa cristã.

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O drama do medo

Cada Dia

“Ele respondeu: Ouvi a tua voz no jardim, 
e, porque estava nu, tive medo, e me escondi.”
 Gn 3.10

O primeiro sintoma do pecado no mundo foi o medo. Depois que Adão pecou, passou a ter medo de Deus em vez de deleitar-se nele. Esse medo o levou a se esconder de Deus e a criar mecanismos de fuga. O medo é mais do que um sentimento, é um espírito que nos paralisa. O apóstolo Paulo fala do espírito de medo (2Tm 1.7). Na família sempre lidamos com o medo. Alguns têm medo de casar e outros de ficarem solteiros. Muitos têm medo de doença e também da morte. O medo pode ser positivo ou negativo. Pode salvar-nos ou nos fazer perecer.

Quando o medo é um sinal de alerta diante de um perigo é positivo. Porém, o medo pode nos fazer encolher diante das situações difíceis e tirar nossos olhos de Deus. Adão e Eva, depois que caíram em pecado, em vez de buscarem abrigo em Deus, temeram e fugiram de Deus. Em vez de confessarem sua culpa, criaram mecanismos de escape. Em vez de reconhecerem seu erro, começaram a acusar um ao outro. Muitos, ainda hoje, por causa do medo estão fugindo de Deus quando deveriam estar correndo para Deus.

– Senhor Deus, já tentei solucionar meus medos de diversas formas. Porém nunca encontrei solução para eles. Agora, pois, quero tratá-los ao teu lado. Socorre-me. Em nome de Jesus. Amém.

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