Arquivos Mensais:dezembro 2011
Lembretes para o cotidiano
Tais Machado
Ergam os olhos e olhem para as alturas. Quem criou tudo isso? Aquele que põe em marcha cada estrela do seu exército celestial, e a todas chama pelo nome. Tão grande é o seu poder e tão imensa a sua força, que nenhuma delas deixa de comparecer! (Is 40.25-26)
Deus nos convoca para algo que, com freqüência, cai no esquecimento: “Ergam os olhos e olhem”. O que temos visto? Dependendo de onde moramos, podemos dizer que só vemos poluição, trânsito congestionado, violência e injustiça.
Olhar como resposta a um convite divino pode nos dar perspectivas mais sensíveis e se desdobrar em relações e posturas diferenciadas. Mesmo quando ao redor há destruição, prova de nosso descuido, conseqüência de nosso egoísmo, podemos melhor nos conscientizar sobre as mortes que o pecado gera. Podemos nos voltar a Deus humildemente, saboreando sua graça, a redenção em Jesus, e nos inspirar a criar com espontaneidade, com formosura e com a alegria de quem tudo começou – o Criador.
Nem sempre separamos tempo para contemplar a criação, para nos tornar verdadeiros adoradores. E, quando não adoramos o Criador, acabamos por adorar falsos ídolos. Leia o resto deste post
O mais importante das coisas mais importantes
Jônatas da Cunha Ferreira
Algo é realmente preocupante no desenvolvimento de uma espiritualidade cristã sadia na cultura moderna: o tempo. Administrar bem o tempo, dividindo-o entre família, trabalho e lazer, em um contexto cada vez mais exigente e esgotante, passa ser um desafio dos mais difíceis.
É aqui que surge o problema. Quando tem de se estabelecer as prioridades da agenda de compromissos e atividades diárias, a tendência é colocar no topo aquilo que tem efeito ou prazer imediato, empurrando para o fim, para o caso de sobrar um tempinho – que, de fato, nunca sobra – tudo que é de longo prazo e que precisa de um investimento maior. Com isso, relega-se o tempo saudável com os filhos e com o cônjuge e o cultivo de amizades profundas, isso sem falar de tudo que é de natureza eterna e espiritual (essas ficam no último lugar das últimas coisas).
Isso revela a natureza de nossas preocupações. Na verdade, fazer esse tipo de opção é demonstrar que se está mais preocupado – e ocupado – com o próprio umbigo que com qualquer outra coisa. É sofrer da síndrome de Narciso, o herói da mitologia grega que morreu afogado por estar apaixonado por sua imagem refletida na água. E, quando estamos ocupados demais, criamos para nós mesmos, quase sem notar, dificuldades sérias – que por pouco são intransponíveis – para perceber e ouvir o outro, que muitas vezes é o próprio filho ou cônjuge. Leia o resto deste post
Como está sua vida de oração?
D. M. Lloyd-Jones
Qual é o lugar da oração em sua vida? Que proeminência tem ela em nossas vidas? É uma pergunta que eu dirijo a todos. É necessário que ela atinja tanto o homem que é bem versado nas Escrituras e que tem um bom conhecimento de doutrina e teologia, quanto a qualquer outro. Que lugar a oração ocupa em nossas vidas e quão essencial ela é para nós? Será que temos percebido que sem ela desfalecemos?
Nossa condição definitiva como cristãos é testada pelo caráter da nossa vida de oração. Isso é mais importante que o conhecimento e o entendimento. Não pensem que eu estou diminuindo a importância do conhecimento. Tenho passado a maior parte da minha vida tentando mostrar a importância de se ter um bom conhecimento e entendimento da verdade. Isso é de importância vital. Só há uma coisa que é mais importante: a oração. O teste definitivo da minha compreensão do ensino bíblico é a quantidade de tempo que eu gasto em oração. Como a teologia é, no final das contas, conhecimento de Deus, quanto mais teologia eu conheço, mais ela deveria me guiar na busca desse conhecimento. Não se trata de conhecer sobre Ele, mas de conhecê-lO.
O objetivo inteiro da salvação é me trazer a um conhecimento de Deus. Eu posso aqui falar de uma maneira acadêmica sobre regeneração, mas o que é, afinal, a vida eterna? É que eles possam conhecer a Ti, o único Deus verdadeiro e a Jesus Cristo a quem enviaste. Se todo o meu conhecimento não me conduz à oração, certamente há algo de errado em algum lugar. Espera-se que ele faça exatamente isso. O valor do conhecimento é que ele me dá uma tal compreensão do valor da oração, que eu passo a dedicar tempo a ela e a me deleitar com ela. Se meu conhecimento não produzir esses resultados em minha vida, há algo de errado e espúrio nele, ou então devo estar lidando com este conhecimento de uma maneira completamente equivocada.
| Autor: D. M. Lloyd-Jones Permissões: CC BY-NC-ND 3.0 • Você tem a liberdade de compartilhar (copiar, distribuir e transmitir a obra), desde que adicione as informações de autoria, não altere o conteúdo original e não utilize para fins comerciais. |
Coração
Lembramos da canção “Coração”, de João Alexandre, que traduz em poesia as palavras do profeta Jeremias: “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?” (Jr 17.9). Vale a pena ouvir e refletir na letra…
|
Autor: João Alexandre Permissões: Todos os direitos reservados |
Entre percevejos e mediocridades
Fábio Ramos de Carvalho
Escapei aos tigres, alimentei os percevejos, fui devorado pelas mediocridades. (Bertold Brecht)
Por que o ser humano é quase sempre tão complicado? Por que é tão fácil observarmos ao redor tantas contradições e intolerâncias? E o extremo egoísmo expresso no difícil convívio social? Por que é tão comum, também, vermos reações doentias e imprevisíveis daqueles que nos rodeiam, que nos são próximos?
Mas talvez a pior e mais surpreendente perplexidade seja quando nos vemos, exatamente, com as mesmas reações doentias que percebemos nos outros! Tantos porquês existem em virtude de serem comportamentos contrários ao que se espera de uma pessoa cristã. Essa ambigüidade é característica iminente do ser humano e, parafraseando o dramaturgo alemão Bertold Brecht:
Escapamos dos tigres: experimentamos um verdadeiro relacionamento com Deus, fomos libertos da opressão e de cadeias espirituais, e somos diariamente salvos da morte…
Alimentamos os percevejos: cultivamos a autocomiseração, o rancor guardado a sete chaves, a recusa em vivenciar um perdão genuíno…
Somos devorados pelas mediocridades: Aí ficamos doentes, murmuradores, sempre indispostos, cabisbaixos, revoltosos, impedindo que do nosso interior fluam rios de água viva.
Mas o pior disso tudo é que não assumimos nossos percevejos e mediocridades e, para disfarçá-los, nos valemos malignamente de verdadeiros eufemismos comportamentais. O apóstolo Paulo adverte em sua carta aos Colossenses (2:23), falando de coisas que têm aparência de sabedoria, como culto de si mesmo, e falsa humildade, e rigor ascético todavia, não têm valor algum contra a sensualidade. Leia o resto deste post
Quão magnífico é o teu Nome…
Reflexões no Salmo 8
O Salmo 8 é riquíssimo: fala da glória de Deus e a dignidade do homem, apontando uma série de reflexões importantes pra nós. Por isso, no último domigno (25.12.2011), durante o nosso encontro, debruçamo-nos sobre este salmo que tanto nos ensina e empolga ao descrever a glória do nosso Senhor!
Veja aqui os slides:
» 25/12 – Quão Magnífico é o Teu Nome
|
Autor: Jônatas da Cunha Ferreira Site: iptubarao.wordpress.com Permissões: CC BY-NC-ND 3.0 • Você tem a liberdade de compartilhar (copiar, distribuir e transmitir a obra), desde que adicione as informações de autoria, não altere o conteúdo original e não utilize para fins comerciais. |




