
Conhecer o homem depende de conhecer a Deus
03.07.2009
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... enquanto a nossa contemplação não vai além da terra, ficamos satisfeitos com a nossa justiça própria, com a nossa sabedoria e com a nossa capacidade ou poder, e nos gratificamos e nos elogiamos a nós mesmos, pouco faltando para que nos consideremos semideuses. Mas se, uma vez que seja, pensarmos no Senhor e virmos a perfeição da sua justiça, da sua sabedoria e do seu poder, a cujo modelo devemos ajustar-nos, o que antes nos agradava parecendo justiça, logo veremos que não passa de uma grande iniqüidade, o que nos impressionava maravilhosamente sob o título de sabedoria se revelará como loucura extrema, e o que tinha aparência de capacidade ou poder se mostrará miserável fraqueza. Assim, o que em nós tem a aparência de absoluta perfeição nem de longe se assemelha à pureza de Deus.
João Calvino