Depois disto, ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Disse eu: eis-me aqui, envia-me a mim. Então, disse ele: Vai e dize a este povo: Ouvi, ouvi e não entendais; vede, vede, mas não percebais. Torna insensível o coração deste povo, endurece-lhe os ouvidos e fecha-lhe os olhos, para que não venha ele a ver com os olhos, a ouvir com os ouvidos e a entender com o coração, e se converta, e seja salvo. Então, disse eu: até quando, Senhor? Ele respondeu: Até que sejam desoladas as cidades e fiquem sem habitantes, as casas fiquem sem moradores, e a terra seja de todo assolada, e o SENHOR afaste dela os homens, e no meio da terra seja grande o desamparo. Mas, se ainda ficar a décima parte dela, tornará a ser destruída. Como terebinto e como carvalho, dos quais, depois de derribados, ainda fica o toco, assim a santa semente é o seu toco.(Isaías 6:8-13)
O pecado de Isaías foi perdoado, e ele agora respondia positivamente ao apelo de Deus. Quando o Senhor perguntou: “Quem enviarei? Quem irá por nós?”, ele prontamente respondeu: “Eis-me aqui. Envia-me!”.
Apesar do susto por ter contemplado a santidade divina, sendo pecador, ele havia recebido o perdão. Tudo parecia tranquilo. A história ainda assumia um patamar mais empolgante: Isaías estava sendo recrutado para o serviço do Senhor dos Exércitos. Que privilégio!
No entanto, a natureza da missão confiada por Deus a Isaías nem de longe era das mais fáceis. Sua tarefa seria anunciar o juízo divino a um povo endurecido por seu próprio pecado. Seus ouvintes – ele podia estar certo – não seriam receptivos à sua mensagem. E os meios que Deus escolheria para a comunicação da mensagem nem sempre seriam os mais convencionais. Mais tarde, por exemplo, o profeta teve de andar pelas ruas de Jerusalém despido de seu manto e descalço, algo extremamente embaraçoso para os padrões da época (cap. 20).
Ainda hoje, aqueles que são chamados por Deus podem esperar oposição e desafios. Mas, mesmo assim, podem se sentir privilegiados como Isaías. Sua recompensa está muito bem guardada (Mateus 5:11 – 12).
Ore — Senhor, ajuda-nos a atender com disposição o chamado que tens para nós, ainda que isso signifique enfrentar oposição. Dá-nos a certeza de que nossa recompensa está bem guardada contigo. Amém.
Mas o Senhor assistiu-me e fortaleceu-me… e fiquei livre da boca do leão.(2Timóteo 4:17)
David Livingstone, o famoso explorador e missionário que levou o Evangelho a muitas regiões da África que até então permaneciam inexploradas, certo dia falou aos estudantes da Universidade de Glasgow. Embora esquálido, debilitado por doenças tropicais e com o braço esquerdo inutilizado pelas feridas causadas por um leão, David resplandecia ao perguntar à platéia: – Querem que lhes diga o que sempre me susteve durante todos esses anos passados em meio aos povos primitivos e hostis? Foi a presença do Senhor Jesus prometida aos Seus há 19 séculos: “Eis que eu estou convosco todos os dias” Mateus 28:20.
Esse era o segredo, mais poderoso que todas as dificuldades, que estimulava aquele homem e lhe dava uma energia sobre-humana. Será que tal experiência está reservada apenas aos servos ilustres? Para vivê-la é preciso viver em um perigoso país estrangeiro? Não; a promessa que o Senhor Jesus fez aos Seus discípulos se aplica a todos os que pertencem a Ele, não importa a época ou a situação.
Como esse missionário, busquemos a presença de Jesus. Ele é a fonte da alegria e da força, da obediência e do fruto produzido. A receita prática é fácil: a leitura da Bíblia e a oração. Mas para que o Senhor Se revele a nós temos de estar atentos ao que Ele deseja nos dizer e ocupados com os Seus interesses.
É impressionante a ênfase bíblica à plenitude do pecado na experiência humana. A linguagem usada é direta e explícita. A mensagem é sempre unânime, seja nos lábios dos profetas, de Jesus ou dos apóstolos.
O livro de Eclesiastes diz que o coração humano “está cheio de maldade e de loucura durante toda a vida” (Ec 9.3). Não está vazio, nem pela metade, mas cheio. Os Provérbios declaram que o esforço da ocultação do mal por meio de “uma camada de esmalte” não resolve nada.
O profeta Isaías começa com um discurso estarrecedor a respeito de Israel: as assembléias religiosas estão “cheias de iniqüidade” (1.13), as mãos dos que oram estão “cheias de sangue” (1.15) e a própria cidade de Jerusalém, antes cheia de justiça, agora está “cheia de assassinos” (1.21). A plenitude do pecado é tal que Israel é um “povo carregado de iniqüidade” (1.4): “Da sola do pé ao alto da cabeça não há nada são” (1.6).
O discurso de Paulo aos Romanos não é menos dramático. Ao abordar a depravação da humanidade, o apóstolo afirma que os seres humanos “tornaram-se cheios de toda sorte de injustiça, maldade, ganância e depravação” e também “cheios de inveja, homicídio, rivalidades, engano e malícia” (Rm 1.29). Leia o resto deste post »
A largada já aconteceu, mas a premiação ainda não. Um bom espaço já foi percorrido, mas a caminhada ainda não terminou. Talvez estejamos no meio do caminho. Ou, quem sabe, mais próximos do ponto de chegada do que do ponto de partida. O certo é que ninguém pode parar onde está. Já viemos à luz, já nascemos, mas não podemos continuar crianças em Cristo, tomando leite e sopinhas, usando fraldas, andando no colo da mãe ou de carrinho de bebê. Precisamos passar do alimento líquido para o alimento sólido, da infância para a maturidade (1 Co 3.1-5).
É isso que Paulo ensina na Epístola aos Filipenses. Fomos alcançados ou conquistados por Cristo em alguma ocasião recente ou remota. Foi o solene início de tudo. Estamos caminhando, mas precisamos caminhar mais. Graças a Deus, alcançamos vários estágios, mas há outros estágios para alcançar. Alcançamos a salvação, mas falta alcançar o padrão de conduta estabelecido pelo próprio Senhor, isto é, a perfeição, e também o prêmio final. Não na reta final, mas na chegada, ele “transformará os nossos corpos humilhados, tornando-os semelhantes ao seu corpo glorioso” (Fp 3.21). Animemo-nos, pois, e ponhamo-nos outra vez a caminho. Leia o resto deste post »
Ralph Carmichael foi maestro e compositor norte-americano cujas canções foram marca registrada do trabalho de Vencedores por Cristo. Dentre elas, destaca-se “Nas Estrelas”. Essa canção foi gravada no LP “Fale do Amor” (1971) e regravada no LP “Se eu fosse contar” (1973), tornando-se uma das canções mais difundidas de Vencedores por Cristo em sua primeira fase (anterior aos compositores nacionais). “Nas Estrelas” tornou-se quase obrigatória nos hinários da maioria das igrejas no país. Foi regravada por João Alexandre no CD “Voz e Violão”.
Nas estrelas vejo a Sua mão
E no vento ouço a sua voz
Deus domina sobre terra e mar
O que Ele é pra mim?
Eu sei o sentido do natal
Pois na história tem o seu lugar
Cristo veio para nos salvar
O que Ele é pra mim?
Até que um dia seu amor senti
A sua imensa graça recebi
Descobri então que Deus não vive longe lá no céu
sem se importar comigo.
Mas agora ao meu lado está
Cada dia sinto seu cuidar
Ajudando-me a caminhar
Tudo Ele é pra mim!
Jonathan Edwards foi um grande pensador cristão e esteve no centro de um grande avivamento nos Estados Unidos. Em seu livro “a genuína experiência espiritual” (Editora PES) ele descreveu o orgulhosos espiritual:
O orgulhoso espiritual compara a sim mesmo com os outros nas coisas espirituais e tem uma opinião exaltada sobre si mesmo. O orgulhoso espiritual é o que tende a pensar muito bem da sua humildade, enquanto o verdadeiramente humilde pensa que é muito orgulhoso. O orgulhoso espiritual é geralmente hipócrita. Finge ser humilde, dizendo coisas como: “sou o menor de todos os santos”, “sou uma pobre e vil criatura”, “meu coração é pior que o diabo”, etc. Dizem essas coisas e ainda assim esperam que os outros os vejam como santos notáveis. Se outra pessoa dissesse sobre o hipócrita as mesmas coisas que ele diz sobre sis mesmo, como ficaria ofendido!
Jonathan Edwards in A genuína experiência espiritual, São Paulo: PES – 1993
Um homem de coragem e graça. O assassino de cristãos torna-se mártir do evangelho. Terrorista convertido, autor inspirado, professor excepcional e conselheiro paciente. Esse incomparável personagem apareceu, audacioso, no palco do mundo do primeiro século marcando presença de forma indelével e grandiosa que jamais seria esquecida.
Sua vida? Magnífica! Seu ministério? Impressionante. Embora considerado santo por alguns hoje, ele era “o maior de todos os pecadores”, segundo sua própria definição.
Ninguém mais na Bíblia, além de Cristo, exerceu maior influência no mundo de então, bem como em nosso mundo atual, do que Paulo. Era um homem de imensa coragem, resoluto e intrépido diante das dificuldades e dos perigos. Firme, persistente e incansável, Paulo desempenhou sua missão divina com decisão inabalável, e Deus usou poderosamente sua vida numa verdadeira revolução do mundo para Cristo em sua geração.
É um livro muito didático, trazendo muita informação bíblica sobre a vida de Paulo e seu ministério, tornando-se uma literatura encorajadora, consoladora e desafiadora. Vale a pena conferir. O livro é editado e distribuído pela editora Mundo Cristão e faz parte de uma série de livros de Charles Swindoll sobre os heróis da fé. Segue um aperitivo…
Não temos o poder de que precisamos para enfrentar os piores golpes da vida. Deixados por nossa própria conta, desistimos. O tipo de poder de que precisamos só vem de Deus, não importa quais sejam as nossas circunstâncias. A fim de descrever a sua vida de ministério, Paulo usou palavras como angustiados, perplexos, perseguidos e abatidos. Essa era a vida de Paulo como embaixador de Cristo. Grande parte do tempo ele era como uma ovelha pronta para o matadouro. Alguém se habilita?
Repetimos, não é a aflição pela qual passou que admiramos, mas a forma como lidou com ela. Essa é a grandeza que apreciamos. “Em tudo somos atribulados, porém não angustiados; perplexos, porém não desanimados; perseguidos, porém não desamparados; abatidos, porém não destruídos; levando sempre no corpo o morrer de Jesus, para que também a sua vida se manifeste em nosso corpo. Porque nós, que vivemos, somos sempre entregues à morte por causa de Jesus, para que tambpem a vida de Jesus se manifeste em nossa carne mortal” (2Coríntios 4.8-11)
As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu conheço-as, e elas me seguem; e dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará das minhas mãos (…) Vinde a mim; ouvi, e a vossa alma viverá. (João 10:27-28; Isaías 55:3)
Você está cansado? Vá até Aquele que jamais se cansa. “Dá vigor ao cansado e multiplica as forças ao que não tem nenhum vigor” (Isaías 40:29).
Você está desesperado? Procure o “Deus de esperança”, que enche de alegria e paz todos os que crêem nEle (Romanos 15:13).
Você se sente sozinho e abandonado? Aproxime-se do “Pai de órfãos e juiz de viúvas… faz que o solitário viva em família” (Salmo 68:5-6).
Você está na escuridão? Busque o Senhor Jesus que declarou: “Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida” (João 8:12).
Você tem medo quando pensa na morte? Conheça Cristo Jesus, a verdadeira vida. Ele Se apresenta como o bom Pastor que dá a vida pelas ovelhas para que tenham vida em abundância (João 10:10-11).
Deus ama você. Você é uma pessoa única e preciosa aos olhos do Criador. Ele conhece tudo o que acontece com você. Deu Jesus Cristo, Seu Filho amado, para morrer em seu lugar. O sangue de Jesus foi derramado para que você pudesse ser purificado de todo pecado que cometeu. Ele ressuscitou e está vivo. Tem a vida em Si mesmo e dá a vida eterna gratuitamente. Quem crê nEle é liberto do medo da morte, porque “tem a vida eterna e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida” (João 5:24).
Você quer descobrir o sentido para sua vida? Não é difícil de descobrir o que o Pai planejou para você. Comece lendo a Bíblia pelo Novo Testamento. Conheça esse Deus que “amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:16).
Porque eu mesmo desejaria ser anátema, separado de Cristo, por amor de meus irmãos.(Romanos 9.3)
A mente natural está sempre propensa a discutir, quando devemos crer; trabalhar, quando temos de permanecer quietos; trilhar nosso próprio caminho, quando precisamos firmemente caminhar nas estradas de Deus, ainda que contrariando a própria natureza — George Müller.
A preocupação com a salvação dos outros não é anulada pela crença naquilo que chamamos “As Doutrinas da Graça”. Tal preocupação não diminui por crermos na soberania divina, na predestinação e na eleição. Muitas pessoas demonstram intensa antipatia às idéias expressas nestes últimos vocábulos. Recusam-se a aceitá-las, porque, em suas mentes, tais idéias estão associadas ao conceito de indiferença apática. Estas pessoas dizem que, se a predestinação é verdadeira, conclui-se que um homem não pode fazer nada por sua própria salvação; se tiver de ser salvo, ele o será, não podendo fazer coisa alguma para isso, nem ele nem qualquer outra pessoa precisa se importar com isso.
Mas isto não é verdade; eu o provarei mediante o fato de que o próprio Paulo, o grande porta-voz dessas doutrinas nas Escrituras, pronunciou essas palavras de interesse e amor ardente, em favor da salvação dos outros, vinculando-as intimamente às passagens em que ele ensinou as doutrinas da graça. Volte os seus olhos a algumas frases anteriores a Romanos 9.3 e encontrará a própria passagem sobre a qual muitos tropeçam. “E aos que predestinou” – muitas pessoas estremecem ao ouvir essas palavras – “a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou” (Rm 8.30). Leia o resto deste post »
O meu Deus suprirá todas as necessidades de vocês, de acordo com as suas gloriosas riquezas em Cristo Jesus. (Filipenses 4:19)
“É melhor ter companhia do que estar sozinho” (Eclesiastes 4:9). Estas palavras convidam os seguidores de Jesus a exercitar o mesmo tipo de encorajamento que Paulo escreve ao dizer: “Deus suprirá todas as necessidades de vocês.”
Sabemos que um bilhete com uma palavra de gratidão, um telefonema dizendo muito obrigado, um elogio de um supervisor, um sinal de positivo com o dedo, são fontes de encorajamento. Necessitamos de encorajamento em face das influências negativas do mundo, da nossa natureza pecaminosa e do mal.
Os crentes devem encorajar uns aos outro para estarem fortalecidos contra a ação de Satanás; os crentes devem também encorajar uns aos outros a se manterem calmos no meio das provações e a encontrar esperança diante da morte; os crentes devem ainda encorajar uns aos outros a ouvir a Palavra para terem domínio próprio no meio de lutas com a natureza pecaminosa e os enganos de Satanás.
O objetivo maior do encorajamento mútuo é preparar os crentes para o dia em que irão se encontrar com Jesus face a face.
Enquanto o próprio Jesus é a maior fonte de encorajamento, ele ainda escolhe nutrir seus filhos por meio das vidas daqueles que compartilham a esperança nele.
Ore – Senhor, Pai amado, graças te damos pelo dom dos relacionamentos. Ajuda-nos a receber e a dar encorajamento de tal forma que Cristo possa resplandecer sua luz em nós e no mundo. Oramos em nome de Jesus. Amém.